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A bebê Ângela Louisy Guimarães dos Santos, de 5 meses, diagnosticada com cardiomiopatia – uma doença que leva a uma malformação no coração, e que precisava com urgência de transferência e tratamento, foi transferida neste sábado (25) do Hospital Regional de Sinop, a 503 km de Cuiabá, para uma unidade de saúde na capital mato-grossense. A família não tem condições de bancar uma transferência ou tratamento.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a menina foi transferida de avião por meio de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea até Cuiabá. A bebê vai passar por uma avaliação na UTI pediátrica, onde passará por biópsia e cateterismo que vão indicar se o tratamento será feito dentro ou fora do estado.

A criança estava internada desde a última segunda-feira (20) e sofreu três paradas cardíacas. A Secretaria Municipal de Saúde de Sinop disse à TV Centro América que a menina foi atendida inicialmente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Depois, a criança foi encaminhada ao Hospital Regional.

O caso

“Ela precisa urgentemente, a médica foi enfática no laudo: ela precisa ser transferida para um centro de referência para ter a consulta e os exames, para ser mais detalhado. No caso dela temos que descobrir a causa e fazer um tratamento ou cirurgia, ou até um transplante de coração, que a gente não sabe se vai ser necessário”, explicou o pai da bebê, Jackson Kennedy Pereira dos Santos

A família procurou a defensoria pública, que entrou na justiça e conseguiu duas liminares favoráveis: uma exigindo a transferência imediata e outra pedindo explicações pela demora na resposta do caso. A liminar foi concedida pelo juiz Cleber Luis Zeferino de Paula, do Juizado da Infância e da Juventude

“[A menina] apresenta-se clinicamente instável com importante risco de morte, razão pela qual necessita com urgência de remoção através [Unidade de Terapia Intensiva] UTI aérea para serviço de terapia intensiva. A família alega não possuir condições financeiras e a criança precisa de transferência para uma terapia intensiva pediátrica com suporte de cardiologia pediátrica”, pontuou o juiz.


A justiça determinou que o tratamento seja providenciado, tanto pelo município quanto pelo governo, sob pena de bloqueio judicial.
Fonte: G1mt
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