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A deputada estadual Janaína Riva (PMDB) declarou que já conseguiu as oito assinaturas necessárias para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suposto rombo de R$ 700 milhões na previdência estadual de Mato Grosso, o MT Prev. Para conseguir o número de assinaturas necessárias, ela contou com a ajuda de aliados do governador Pedro Taques (PSDB).

De acordo com a peemedebista, o auxílio de aliados do governo foi importante, pois somente os deputados da oposição não conseguiriam instaurar a CPI. “Já tenho as assinaturas, inclusive de deputados da base do governo, porque precisava de mais de cinco deputados para assinar essa CPI. Conseguimos assinatura do próprio presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB), do ex-presidente, Guilherme Maluf (PSDB) e do deputado Zé Domingos (PSD)”, disse, nesta quarta-feira (1º), em entrevista à rádio Capital FM.

Janaína Riva relatou que os parlamentares aliados a Taques somente decidiram apoiá-la após ela explicar como seria a Comissão Parlamentar. “Eles assinaram com o intuito de investigar, porque eu disse que seria um trabalho muito sério, para contribuir e não para ficar culpando a gestão atual. Não é para perseguir ninguém. É uma CPI bem independente, com o intuito de resguardar o interesse público”, assegurou.

Segundo a líder da oposição, os principais motivos para a instauração da CPI são o suposto rombo na previdência e o fato de o governo querer aumentar a alíquota previdenciária dos servidores de 11% para 14%. “Essa Comissão vai apurar esse suposto rombo que vem sendo divulgado pela mídia no MT Prev. A gente quer ir a fundo, para saber o valor desse rombo e se, de fato, o Estado precisa desse aumento na contribuição, porque é um impacto muito grande. A gente não pode analisar que é de 11% para 14%, mas temos que avaliar que é um aumento de 40%. Isso é um valor muito significativo”.

“Temos que ver, de fato, se Mato Grosso precisa disso, até porque o funcionalismo já vem, há uns tempos, com várias dificuldades para conseguir reajustes, lutando com a Assembleia e com o governo. Então, é uma oneração a mais que queremos evitar. A questão da CPI é para contribuir e, quem sabe, amenizar essa onerosidade que vem aos bolsos dos servidores públicos”, completou.

A parlamentar comentou que não há denúncias formalizadas contra o MT Prev, porém ela deve se basear em notícias divulgadas na imprensa e declarações do governador sobre o suposto rombo na instituição. "Existem as notícias da mídia, dizendo sobre um rombo na previdência, já vi o governador e alguns secretários falarem sobre isso. O que a gente quer ver é se, de fato, isso existe. Queremos ver se o rombo só se resolve aumentando no bolso do contribuinte”, pontuou.

Segundo a peemedebista, a expectativa é de que a CPI aponte se há necessidade de aumentar a cobrança da previdência. “O nosso maior desejo é que não tenha que arrecadar mais do contribuinte, que sangre menos, porque as pessoas estão saturadas de pagar tantos impostos. Acho importante fazer essa apuração, para a gente chegar a um entendimento e ver se isso se faz necessário”.

A líder da oposição afirmou que a intenção é de que a comissão receba participação do governo. “Essa CPI é uma coisa bem transparente, com participação popular e também do Governo do Estado. O que quero, na verdade, é fazer um conjunto de forças para que a gente tente não passar esse aumento para os servidores públicos”, concluiu.


Fonte: folha max
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