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O tráfego de veículos na BR-163 no Pará deverá ser liberado totalmente na sexta-feira, 03 de março, se as condições meteorológicas permitirem. A afirmação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que realiza trabalhos de manutenção nas rodovias BR-163 e BR-230, ambas no Pará, que sofrem com atoleiros provocados pelas últimas chuvas, fazendo com que mais de cinco mil caminhões carregados com soja e milho, que seguiam para os portos paraenses do Arco-Norte, fiquem presos na estrada.
 
O Exército e a Polícia Rodoviária Federal, segundo o DNIT, estão situados nos pontos de retenção verificados nas BR-163 e BR-230 no Pará auxiliando no trânsito.
 
Conforme o DNIT, desde a madrugada de terça-feira, 28 de fevereiro, parte do tráfego de veículos na BR-163 sentido Sul, ou seja, Mato Grosso foi liberado. O DNIT afirma que a expectativa é que o tráfego seja totalmente liberado até sexta-feira, 03 de março, com recuperação de pontos isolados em um segmento de aproximadamente 37 quilômetros localizado entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol. O Departamento pontua que isso só será possível se as condições meteorológicas forem favoráveis.
 
O DNIT informa que a presença do Exército e da Polícia Rodoviária Federal auxilia na organização da disposição dos veículos ao longo da pista, de modo a desfazerem as filas duplas visando à passagem das equipes de manutenção.
 
O Departamento revela que trabalha com duas frentes, sendo uma nas proximidades da Comunidade Jamanxim e outra próxima à Vila Santa Luzia.
 
Os trabalhos são emergenciais diante os atoleiros registrados. As fortes chuvas que caem na região deixaram intransitável a estrada que é a segunda rota mais importante para escoar a safra agrícola mato-grossense para os portos de Miritituba e Santarém. Como o Agro Olharcomentou recentemente, as transportadoras já contabilizam aproximadamente R$ 50 milhões em prejuízos imediatos, e estimam perdas ainda maiores, caso a situação persista.
 
Entre Santarém e Barcarena, ambos portos no Pará, Mato Grosso escoou em 2016 um volume de 3,061 milhões de toneladas apenas de soja, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A rota de saída das commodities mato-grossenses ficou atrás apenas o Porto de Santos, em São Paulo, por onde saíra 7,148 milhões de toneladas. O Porto de Paranaguá, no Paraná, que era vice-líder, embarcou apenas 628,2 mil toneladas de soja o ano passado.
 
O DNIT afirma que dos 1.006 quilômetros da BR-163 no Pará restam para serem asfaltados 100 quilômetros. Em 2016, foram asfaltados apenas 20 quilômetros. Com tal pavimentação, observa o Departamento, foi solucionada parte dos pontos críticos da BR-163 e BR-230: a Serra do Caracol e a chegada ao porto de Miritituba, conhecida como Top Miritituba.
 
O DNIT salienta, ainda, que os pontos críticos registradas nos últimos dias serão pavimentados em 2017. A meta é asfaltar 60 quilômetros da BR-163 no Pará em 2017 e concluir o restante da pavimentação em 2018.
 
Uma reunião entre o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e representantes do setor produtivo da soja, responsáveis pela maior parte do volume de grãos transportados pela rota da BR-163 em direção aos portos do Norte do país (AMAGGI, ADM, CARGIL, BUNGER e COFCO), está agendada para quinta-feira, 02 de março.
 
O encontro entre o ministro Maurício Quintella e representantes do setor produtivo visa a definição da estratégia logística que garanta a manutenção da trafegabilidade ao longo da rodovia durante o chamado inverno amazônico e o consequente escoamento da produção agrícola.
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