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Coordenador da Pastoral da Terra em Mato Grosso afirma que famílias buscam por até 15 homens que estão há uma semana desaparecidos e podem estar mortos.

Repórter MT/Reprodução

Moradores da região da Gleba Taquaroçu do Norte (a 300 km da cidade de Colniza, que fica a 1.065 km de Cuiabá) procuram por até 15 familiares estão desaparecidos, desde a chacina, que vitimou nove pessoas no dia 19.

"Como eles ouviram os tiros e a gritaria nos outros lotes e sítios, eles começaram a correr para a mata”, explica Cristiano Cabral, coordenador da Comissão Pastoral da Terra em Mato Grosso.

As pessoas teriam fugido para a mata assim que perceberam o grupo armado que invadiu o local e assassinou nove pessoas usando armas de fogo e facões.
O número de desaparecidos ainda não é oficial. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp),  a polícia só pode fazer buscas nos casos em que o boletim de ocorrência foi registrado.
“Não temos a média de pessoas desaparecidas, mas são bastante; 10, 12, 15 – ainda não fizemos esse levantamento. Como eles ouviram os tiros e a gritaria nos outros lotes e sítios, eles começaram a correr para a mata”, explica Cristiano Cabral, coordenador da Comissão Pastoral da Terra em Mato Grosso.
Conforme Cristiano, essas pessoas podem simplesmente ter fugido do local por medo, ou estão mortos na mata por outros fatores.

“Ainda não sabemos se eles estão vivos ou se acabaram se perdendo na mata e morreram de fome ou algo parecido, porque já faz mais de uma semana que a chacina ocorreu. Também há a possibilidade deles terem sido perseguidos pelos assassinos e mortos ainda na mata”, afirma Cabral.

“Ainda não sabemos se eles estão vivos ou se acabaram se perdendo na mata e morreram de fome ou algo parecido, porque já faz mais de uma semana que a chacina ocorreu. Também há a possibilidade deles terem sido perseguidos pelos assassinos e mortos ainda na mata”, afirma Cabral.
A chacina
A matança teria sido cometida por quatro homens encapuzados.
A principal suspeita é de que os assassinatos tenham sido motivados por desavenças relacionadas à posse de terra, uma vez que a região é conhecida pelos constantes conflitos agrários.
Os trabalhadores assassinados foram identificados como Sebastião Ferreira de Souza, 57, Izaul Brito dos Santos, 50, Ezequias Santos de Oliveira, 26, Samuel Antônio da Cunha, 23, Francisco Chaves da Silva, 56, Aldo Aparecido Carlini, 50, Edson Alves Antunes, 32, Valmir Rangeu do Nascimento, 55, e Fábio Rodrigues dos Santos, de 37 anos.
Sebastião foi o que mais sofreu nas mãos dos agressores, conforme as investigações, ele era pastor da Igreja Assembleia de Deus. A perícia constatou que ele teve  vários hematomas pelo corpo, além de ter sido degolado e apresentar um golpe de facão na cabeça.
Fonte: RAUL BRADOCK/REPÓRTER MT
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