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Publicações, fotos e perfis das redes sociais estão entre os quesitos utilizados pelos “curadores” para a escolha das vítimas do “Desafio Baleia Azul”. O comandante do 10° Comando Regional da Polícia Militar em Vila Rica (1.259 quilômetros ao Nordeste de Cuiabá) Joel Outo afirma que o levantamento que está sendo feito revela que as vítimas geralmente apresentam algum sinal de depressão. Apesar do avanço da polícia, em identificar até mesmo curadores, o comandante confirma que a situação ainda está sem controle e não é possível levantar a dimensão do impacto.

“O que pudemos constatar é que inicialmente eles fazem a busca das vítimas nas próprias redes sociais. Analisam fotos, perfis, postagens e vêem se o perfil se adequa para atividade, depois da triagem inicia o contato com as crianças e adolescentes com convite para participar do grupo”, frisa. 
O tenente-coronel revelou ainda que as vítimas já identificaram os possíveis curadores indicando fotos e telefones dos mesmos. As informações foram repassadas para a Polícia Civil que segue investigando. A investigação é classificada como sigilosa, mas o comandante confirmou que pessoas já apontaram o nome, a foto e até telefone de contato de possíveis curadores.

“Pudemos constatar ainda que cada cidade que tem a atividade tem um curador e ele está ligado a um curador de uma região maior. O curador da cidade acaba sendo os olhos do responsável pela região. Quanto ao número de vítimas não estamos mais nem quantificando porque é maior que a gente imagina. A situação ainda está fora de controle. Se não houver trabalho efetivo principalmente da educação inclusive envolvendo os pais, a situação pode ser pior ainda”, revelou Outo.

A Gerência de Combate aos Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), da Polícia Judiciária Civil confirmou que as vítimas tem procurado diariamente o setor e repassado os números dos possíveis curadores. O trabalho de identificação dos terminais celulares foi iniciado conforme o delegado da Gecat Eduardo Botelho. A Polícia Civil deve ainda fazer interceptações telefônicas para chegar a vítimas e incitadores do suicídio.

O jogo que se iniciou na Rússia já se alastra pelo país com casos registrados em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, entre outros. O jogo é composto por 50 desafios, que vai desde assistir filmes de terror de madrugada, desenhar uma baleia, cortar partes do corpo e o último é tirar a própria vida. 
O primeiro caso registrado no Estado foi da estudante Maria de Fátima Oliveira. Ela morreu no dia 11 de abril, após se afogar na represa da Praça Afonso Ligório, em Vila Rica. A suspeita é de que ela estava participando dos jogos. Desde então, vários casos foram surgindo. Uma vítima desenhou uma estrela de Davi na perna, outra cortou o braço.

O último caso foi de uma menina de 15 anos moradora de Sinop (500 quilômetros ao Norte de Cuiabá). A mãe da garota procurou a polícia para denunciar a participação da menor no jogo. Ela estaria no desafio de número 28 e chegou a mutilar o corpo desenhando no braço uma baleia com um canivete. Além disso, a mãe confirmou a situação por meio do celular da menor.

No encalço - A Secretaria de Segurança Pública criou uma célula, dentro do Núcleo de Inteligência, dedicada exclusivamente para tratar dos casos da Baleia Azul. A equipe é responsável pela “produção de conhecimento”, e encontrar elementos que auxiliem na prevenção e investigação dos casos. 
“A nossa orientação é de que os pais não se furtem da responsabilidade sobre os filhos. Que não delegue os cuidados das crianças aos professores, babás, amigos ou até mesmo aos eletrônicos. Se os pais tivessem uma proximidade maior com as crianças, certamente não teríamos chegado a este ponto”, ressalta o delegado Eduardo Botelho.
ALINE ALMEIDA/DIÁRIO DE CUIABÁ
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