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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso cassou o diploma de Jaime Rodrigues Neto (PMDB), o segundo vereador mais votado de Barra do Garças (503 km de Cuiabá) nas eleições de 2016. O membro da Câmara Municipal teria “comprado” ao menos 20 eleitores, pagando R$ 200,00 a cada um deles para obter seu voto.
A decisão foi proferida na última quarta-feira (5) pelo juiz da 47ª Zona Eleitoral, Wagner Plaza Machado Junior. Com a cassação do diploma, o vereador é impedido de exercer seu mandato. A decisão, porém, cabe recurso. De acordo com o processo, o Ministério Público Eleitoral entrou com uma representação por “captação ilícita de sufrágio”.
A denúncia afirma que dois cabos eleitorais de Jaime Rodrigues Neto, identificados como Anita Xavier da Silva e seu marido, denominado “Falcão”, promoveram durante o período de campanha reuniões com pessoas selecionadas por Anita. Algumas das pessoas que participaram dessas reuniões receberaam R$ 200 “como forma de efetivar o ato da compra do voto”.
As informações foram repassados ao MPE por uma pessoa que soube por um conhecido que recebera um convite de Anita e que ela e seu marido estavam articulando ações para compra de votos em favor de Jaime Rodrigues. Ele foi vitorioso com 1.030 votos – ficando atrás apenas de Francisco Candido da Silva (PV), que se elegeu com 1.372 sufrágios.
De acordo com uma das testemunhas que prestaram depoimento no MPE, o repasse do dinheiro não foi realizado no dia da reunião, mas numa data posterior. A pessoa que teria feito o pagamento foi o marido de Anita, o “Falcão”, que conversava sob código com os interessados em vender seu voto afirmando a eles que era hora de “receber o carneiro”.
De acordo com a pessoa que teria “recebido o carneiro”, os R$ 200,00 pela compra do voto, Falcão, o cabo eleitoral de Jaime Rodrigues, possuia “um grande volume de notas de R$ 20,00” e que o dinheiro seria utilizado para “pagar as outras pessoas que compareceram na reunião com o convite com assinatura de Anita”. Ailton Alves Teixeira (PSB), candidato que recebeu 538 votos, afirmou durante depoimento que também sabia do esquema.
O processo sugere que o boato da compra de votos era conhecido, uma vez que num dos comícios realizados “exclusivamente” por Jaime Rodrigues, em torno de três mil pessoas teriam comparecido ao evento do então postulante a vereador de Barra do Garças – uma cidade de pouco mais de 56 mil habitantes. O juiz da 47ª Zona Eleitoral afirmou no processo que o comparecimento de tamanho volume de pessoas na reunião do candidato a vereador “de fato impressiona” e citou que o esquema de Jaime Rodrigues pode ter prejudicado outros candidatos que conseguiram apenas a suplência por diferença de 15 votos.
DIEGO FREDERICI
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