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 CAMILA RIBEIRO 

O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) disse ter ficado “surpreso” e “revoltado” com a notícia de que o secretário de Estado de Cidades Wilson Santos (PSDB) vai retomar, temporariamente, o seu mandato na Assembleia Legislativa para defender a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) junto aos demais parlamentares.O retorno de Wilson ao Legislativo foi confirmado na última segunda-feira (10). A ideia é evitar um possível embaraço ao Governo do Estado no que diz respeito ao acordo fechado entre o Executivo e o Consórcio VLT, no final de março passado, para a retomada das obras do modal, ao custo de R$ 922 milhões.

 Apesar de não estar diretamente ligada ao acordo, a Assembleia poderá criar dificuldades para a sua efetivação, por causa do relatório final da CPI do VLT, que será votado nas próximas semanas e que pede, entre outros pontos, o indiciamento do consórcio e a devolução de R$ 315 milhões aos cofres do Estado.“Para mim, foi uma surpresa o fato de o Wilson Santos voltar para AL para tentar resolver a questão VLT. Isso, no mínimo, quer dizer que a Assembleia não está capacitada para fazer seu papel”, disse.

 “[O Governo] meio que definiu que vai tocar as obras do VLT e está querendo ‘patrolar’ todo mundo, inclusive a Assembleia, mas não vai conseguir”, afirmou Oscar.As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta terça (11).

 Oscar, que presidiu a CPI das Obras da Copa, lembrou que o relatório da investigação está desde o ano passado concluído, mas até hoje, não foi submetido à aprovação no plenário.Cabe ao presidente do Legislativo, deputado Eduardo Botelho (PSB), colocar o documento para apreciação na Casa.Na avaliação de Oscar Bezerra, o retorno de Wilson Santos à Assembleia e a tentativa por parte do Governo em retomar a obra, mesmo diante dos apontamentos feitos pela CPI, é um grande equívoco.

 “O relatório esta lá na Assembleia, na presidência, desde setembro do ano passado esperando para ser votado. Agora, em função de não ter conseguido de longe tentar fazer com que as coisas acontecessem da forma que ele [Wilson Santos] queria, ele está voltando para o parlamento para convencer os pares que está certo gastar mais R$ 922 milhões para terminar a obra”, afirmou Oscar.

 “Isso, na minha visão, é um grande equívoco que o Governo está ou vai cometer tocando uma obra dessa”, disse.

 "Wilson mudou discurso"

Ainda durante a entrevista, o deputado afirmou que houve uma mudança de discurso por parte do colega Wilson Santos.O tucano, que também fazia da CPI, teceu, segundo Oscar, inúmeras críticas aos projetos, inclusive ao VLT.“Tenho vídeos e áudios e posso entregar para vocês, onde senhor Wilson Santos – que hoje defende com unhas e dentes a continuidade do consórcio - lá na CPI, esculacha dizendo é uma falcatrua na história de Mato Grosso as obras da Copa. Agora, não sei porque, ele acha que está tudo certinho”, criticou o parlamentar. 

Contrato nulo 

O deputado disse, inclusive, que o contrato referente à obra do modal sequer tem validade.“O contrato é nulo. O RDC [Regime Diferenciado de Contratação] não pode ter aditivo de prazo, nem de valor. E teve. Portanto, o contrato é nulo. Além disso, o consórcio deveria pagar mais de R$ 150 milhões de multa não por atender os prazos pactuados”, afirmou.“Portanto, o Governo está totalmente na contramão. Ao invés de receber as multas, o Estado está pagando mais dinheiro como se consórcio fosse mil maravilhas, como se tudo tivesse sido feito corretamente. Por isso a nossa revolta. Sabemos que houve jogo de planilhas, direcionamento, ou seja,  irresponsabilidade total do consórcio”.Oscar disse ainda que o Executivo sequer tem condições financeiras para aportar mais recursos na obra. “Ficamos extremamente preocupados pela situação delicada que está vivendo o Estado. Imagina, o Estado ter que aportar mais R$ 300 milhões e assinar nova dívida de mais R$ 650 milhões. Não sou contra o VLT, mas não podemos mergulhar num negócio que não tem condições de bancar. Que chame um investidor para tocar e concluir a obra”, finalizou o deputado.



Fonte: Midia News
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