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Professores, bancários, servidores da saúde, agentes penitenciários e policiais civis são alguns do profissionais em Mato Grosso que devem aderir a mobilização nacional e paralisar suas atividades na próxima sexta-feira (28). O movimento tem como objetivo protestar contra a Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, as terceirizações de atividades fim e outros projetos já aprovados pelo Congresso Nacional, como a reforma do Ensino Médio.
Tais propostas do Governo Federal - e ventiladas por alguns Estados - são consideradas como "retrocessos" contra a classe trabalhadora.
Na Capital, além da paralisação dos serviços, as categorias marcaram um grande ato na Praça Ipiranga, Centro, a partir das 15 horas.
Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso (CUT-MT), João Dourado, as categorias ainda estão em processo de definição se vão ou não participar do movimento e não é possível precisar a quantidade exata de sindicatos envolvidos na paralisação nacional.
“Nós estamos negociando para parar também o sistema rodoviário, o transporte interestadual e coletivo, que são categorias estratégicas para o funcionamento de uma greve de sucesso”, afirmou Dourado ao Circuito Mato Grosso.
De acordo com o sindicalista, os trabalhadores do Comércio poderão aderir, mas ainda não há nada confirmado.
Dourado ainda fez um convite aos trabalhadores de empresas privadas para que "engrossem" o movimento. Segundo ele, estes empregados serão os que mais vão sofrer com a reforma trabalhista, pois ficarão “sem uma lei que regula o mundo do trabalho”. Além de terem que enfrentar um ambiente degradante, com a “terceirização ilimitada”.
O presidente da CUT-MT ponderou, no entanto, que a participação dos trabalhadores do setor privado é mais difícil, pois há a perseguição por parte dos patrões.
Das categorias do setor privado, somente duas confirmaram a paralisação, os bancários e servidores da CAB Cuiabá.
“Os trabalhadores privados serão os mais atacados, mas entendemos que é melhor para o Brasil a paralisação por um dia, do que o trabalhador ficar sem direitos por muito tempo. O empregado terá que trabalhar 49 anos como terceirizado, em um lugar em que não se tem estabilidade de emprego para se aposentar”, exemplificou João Dourado.
Professores param em todos os municípios
Os professores da rede Estadual também irão cruzar os braços na próxima sexta-feira e realizar um seminário internacional de educação, que faz parte de um movimento pedagógico latino-americano. As delegações em um raio de até 200 km irão participar do ato em Cuiabá, na Praça Ipiranga, enquanto os demais devem realizar atividades em nível local.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, a proposta da reforma da Previdência do presidente Michel Temer (PMDB)  ataca “diretamente a aposentadoria especial dos professores”. Além disso, ele afirma que a lei da terceirização ameaça “frontalmente o direito a educação pública”.
“Resumindo a proposta original do Temer, ele quer que as mulheres trabalhem quinze anos a mais para ter aposentadoria e os homens 10 a mais. Ele ataca diretamente a aposentadoria dos professores”, afirmou Henrique.
Lopes ainda demonstrou preocupação com o posicionamento dos deputados e senadores mato-grossenses para votação das reformas.  “A maioria tem demonstrado que não tem nenhum compromisso com a sociedade. Nosso objetivo é pressioná-los e demonstrar o descontentamento da classe trabalhadora, no sentido de fazer com que eles mudem de ideia”, disse o sindicalista.
Apenas autoatendimento vai funcionar nos bancos
O Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Mato Grosso (SEEB-MT) também deliberou pela paralisação na sexta-feira. Segundo o presidente da SEEB-MT, Clodoaldo Barbosa, as agências de Cuiabá e Várzea Grande não abrirão para atendimento ao público. Apenas o autoatendimento nas agências irão funcionar. A paralisação também deve ocorrer no interior.
Clodoaldo afirma que espera adesão mínima de 70% dos profissionais, já que 30% terão que trabalhar para garantir o funcionamento do autoatendimento.
“Nós queremos colocar um contra ponto para dizer ao Governo que nós não aceitaremos essa reforma da previdência que eles querem implementar. É contra esses projetos neoliberais que estão ai e vão retirar os direitos dos trabalhadores, tirar o direito das pessoas de se aposentarem e precarizar as relações de trabalho”, afirmou Clodoaldo.
Trabalhadores da construção civil
Parte dos trabalhadores da construção civil também deve parar as atividades na sexta-feira, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Cuiabá e Municípios (SINTRAICCCM), Joaquim Santana.
Joaquim afirma que tem andado pelos canteiros entregando panfletos e diz que a adesão do setor deve ser grande, pois os trabalhadores estão “bastante irritados” com as reformas.
“Eu acho que todos os seguimentos que tem um pouco de juízo vão aderir ao movimento, pelo menos para poder dar um choque no Governo e fazer com que eles repensem um pouco”, finalizou Joaquim. 
Fonte: Felipe Leonel
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