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Estelionatos são registrados diariamente; “Benção tia” é o mais comum
Se você já recebeu a ligação daquele primo, sobrinho ou neto, que teve o pneu do carro furado logo quando passava pela Serra de São Vicente, a caminho de Cuiabá, e precisava de um dinheiro para pagar o mecânico, atenção! Você pode ter sido mais uma vítima de tentativa de crime: o estelionato.  O ato do criminoso tem como objetivo a obtenção de vantagem para si, por meio de uma artimanha, uma fraude, que cause prejuízo para um terceiro, conforme explica o delegado Flávio Henrique Stringueta, titular da Delegacia Especializada no Combate ao Estelionato, da Polícia Civil. A ação criminosa é passível de punição penal e afiançável.

Em Cuiabá, pelo menos cinco casos de estelionato são registrados diariamente, e, apesar dos esforços da Polícia Civil para resolver as situações, os crimes são, quase sempre, difíceis de se resolver, uma vez que os criminosos agem rápido e de maneira bem articulada, sem deixar vestígios. “Nós pedimos o bloqueio da conta, mas não conseguimos pegar o golpista”, conta o delegado. Segundo ele, os estelionatários pedem para depositar o dinheiro em contas cujos donos podem existir ou não, e geralmente utilizam documentos falsos para a abertura de contas bancárias. Há, ainda, a situação de quando os criminosos utilizam contas de presidiários.  

Na Delegacia de Cuiabá, um dos casos mais registrados é o crime conhecido como “benção, tia”. As vítimas mais propícias são os idosos, que têm dificuldades em entrar em contato com parentes e ficam nervosos diante da situação, querendo ajudar os familiares. O caso já é comum, mas ainda faz muitas vítimas. Trata-se da ligação de um parente falso, que pede dinheiro para resolver alguma situação inesperada. A recomendação do delegado é para que a possível vítima mantenha a calma. “Não deposite o dinheiro logo em seguida. Tente contatar o parente mencionado ou outros membros da família para verificar a situação”.

Também é considerado estelionato a venda de um objeto que não lhe pertence, e a fraude na entrega de produtos. “Se você compra produto A e recebe B, foi vítima de estelionato”, exemplificou o delegado. Outro caso que tem sido recorrente na Capital é o golpe em famílias de pacientes internados em hospitais. “Essas pessoas conseguem, de alguma forma, todas as informações do paciente, e então ligam para as vítimas, os parentes”, explicou.

Nessa situação, os estelionatários se passam por funcionários dos centros médicos e informam a família sobre a urgência de se fazer novos exames ou procedimentos que poderão acarretar na morte do paciente, caso não sejam feitos. Pedem, então, para a família depositar uma certa quantia de dinheiro na suposta conta do hospital. O delegado alerta para que as pessoas fiquem atentas a essas situações. “Para isso, basta que uma enfermeira que teve acesso ao prontuário tire a foto e o caso está feito. Então não é necessariamente uma quadrilha”, observou o delegado.

Há, ainda, outros casos de estelionato, os quais, geralmente, acontecem em razão da falta de atenção da vítima. “Essas situações são diferentes das outras, quando a vítima não tem culpa, é claro. Aqui, a maior causa do crime é a própria vítima, porque ela quer tirar vantagem em uma situação”, explicou. É o caso de quando a pessoa compra um produto por um preço muito mais barato do que o valor original. “Ele compra um diamante na rua pelo preço de R$1 mil, sabendo que custa R$10mil. E aciona a polícia por estelionato”, exemplificou o delegado. Segundo ele, não é possível que a vítima alegue desconhecimento do crime. “Ele devia, no mínimo, desconfiar”.
 Atualmente, a Delegacia Especializada em Combate ao Estelionato possui mais de oito mil procedimentos instaurados, e apenas um delegado, dois investigadores e três escrivães para dar conta dos casos. “É muito caso para o número de efetivo”, manifestou o delegado.
Em razão da dificuldade em se resolver esse tipo de crime, o delegado pede que a população fique atenta às situações para colaborar com o trabalho da Polícia.
Fonte: CAMILLA ZENI/HIPERNOTICIAS
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