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O Conselho Regional de Medicina (CRM), o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT)  e a Associação Médica de Mato Grosso (AMMT) divulgaram nota de repúdio ao deputado Gilmar Fabris (PSD).
Além disso, exigem a retratação do parlamentar que chamou o ex-diretor-técnico do Hospital Regional de Sorriso Roberto Satoshi de mentiroso após divulgação de vídeo qual chorava devido problemas na unidade de saúde. 
Na nota, as entidades médicas afirmam que não é a primeira vez que Fabris “quebra o decoro parlamentar” ofendendo “trabalhadores, servidores públicos e, na oportunidade, os médicos como um todo”. Acusam ainda o governo e o parlamentar de tentarem repassar “o ônus da ineficiência do Estado para os trabalhadores”. 
“O choro do Dr. Roberto Satoshi representa o desabafo de toda a classe médica mato-grossense que, para poder levar atendimento para a população, precisa diariamente enfrentar a falta de estrutura física dos estabelecimentos de saúde, a ausência de insumos básicos e de medicamentos essenciais, o atraso de salários e todas as demais consequências do sucateamento do Sistema Único de Saúde”, diz trecho do documento.
De acordo com a nota, Fabris desconhece a realidade do Hospital Regional de Sorriso e dos demais hospitais regionais do Estado. Segundo as entidades médicas, todos sofrem há muito tempo com o que classificam de “má gestão dos serviços públicos”.  
Sobre a dívida de R$ 162 milhões do Governo com os hospitais regionais, a nota diz que a situação resulta de “pura ineficiência do Estado”. O texto sustenta também que “recursos milionários são gastos com obras de prioridade secundária”, enfatizando que a situação demonstra “opção política da gestão para desguarnecer a saúde pública”.
No que diz respeito à conduta de Roberto Satoshi, a nota considera a fala de Fabris apontando mentira como “injúria” e garante também que o médico cumpriu o Código de Ética ao trazer a público a situação do Hospital Regional de Sorriso. 

As entidades médicas também declaram que estão encorajando os profissionais a exercerem suas prerrogativas e denunciaram as más condições de trabalho. A nota lembra que todas as medidas judiciais e administrativas serão tomadas para que “ofensas lançadas contra os trabalhadores não saiam impunes”. 
“Profissionais médicos, não se calem! As entidades médicas apoiarão todos os profissionais que denunciarem as condições indignas de trabalho e não aceitarão atitudes que, de qualquer modo, violem as prerrogativas médicas, e os direitos constitucionais dos cidadãos de receberem uma saúde pública de qualidade”, conclui a nota de repúdio.
Fonte: RD News
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