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Foto: Reprodução
O senador Welington Fagundes (PR) fez um alerta para o risco que o Estado corre de perder o repasse de R$ 82 milhões em emendas parlamentares da bancada federal, que era previsto para ser aplicado na compra de equipamentos hospitalares do novo Pronto-Socorro de Cuiabá, que ainda está em construção com previsão de entrega em abril de 2018.
Com a crise na Saúde, em que o Estado chegou a dever mais de R$ 160 milhões aos hospitais regionais e filantrópicos, o governador Pedro Taques (PSDB) com base em sugestão do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), passou a defender que os R$ 82 milhões sejam remanejados para o pagamento dessa dívida, o que ainda está em discussão junto à bancada parlamentar.
João Vieira
Essa indefinição é apontada como a preocupação de Fagundes. “Se fica nessa discussão e não se manda o plano de trabalho dizendo pra que vai aplicar e como quer aplicar o recurso, corremos o risco de perder. E até esse momento não se definiu”, disse.
De acordo com o senador, a discussão sobre destinar o recurso para Cuiabá ou para o interior é desnecessária uma vez que é na Capital que a maioria da população recebe atendimento de média e alta complexidade.
“Não deve ficar discutindo se é Cuiabá ou interior. Não, o hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá vai atender Cuiabá e todo o Estado porque tudo vem pra cá. E as necessidades do interior pode se discutir o que é possível atender. Agora, o pronto-socorro está sendo construído com o convênio entre Prefeitura e governo do Estado. Se não concluir, se a construção não avançar, como é que vai comprar equipamento pra deixar encaixotado?”, questionou.
Conforme Fagundes, as demandas do interior podem ser atendidas com o restante da emenda, que no total é de R$ 152 milhões. Porém, os R$ 70 milhões que ainda sobram do que está priorizado ao Pronto Socorro está contingenciado pelo governo federal por conta da crise financeira, mas pode ser liberado ainda este ano caso haja melhora na arrecadação.
Ele destacou que qualquer mudança que seja feita no plano de trabalho que já está no governo federal não depende somente da vontade da bancada federal, mas também do Ministério da Saúde, o que prolonga ainda mais a liberação do recurso e o risco de perda do mesmo. “O que está lá é pra equipamento de unidade de saúde, preferencialmente para o pronto-socorro. Se for mudar isso pra pagamento de custeio, tem que ser feita a mudança no plano, tem que ter a concordância da bancada e tem que ter a concordância do ministério. Tudo isso vai delongando. Nessa discussão, eu acho que já se passaram uns 40 dias, 60 dias”.
João Vieira 

Novo pronto socorro ainda está em obras
O parlamentar deu como exemplo do perigo da demora na definição do uso do recurso o hospital universitário Júlio Muller. “Até hoje não se tomou decisão. Nós temos aí mais de R$ 80 milhões esse diferente de recursos na conta do Estado para o hospital universitário há mais de dois anos parado e nem a licitação foi feita! Está lá o hospital Julio Muller parado até hoje! O atual Julio Muller tinha um convênio que era para a construção do centro de nefrologia e está lá o esqueleto. E o governo devolveu o dinheiro para o Ministério da Saúde”, criticou.
Fagundes destacou também a falta de planejamento como motivo para essas perdas que a Saúde do Estado vem sofrendo. “Nós não estamos tendo planejamento na saúde. O Estado não conversa com o Município e não conversa com a União. E aí, está ficando esse caos, atrasa os pagamentos. O Tribunal de Contas fez um relatório mostrando toda a situação deficitária e falta de planejamento, com atrasos no pagamento, ou seja, estamos chegando no caos!”.
Welington Fagundes também registrou que não irá participar da discussão sobre a destinação dos R$ 82 milhões em emendas da bancada federal e que vai assinar o que for da vontade do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), seu aliado político na Capital.
“Eu assino o que o prefeito Emanuel acordar com o governador porque eu não quero, não posso permitir que amanhã esse recurso se perca (...). Nessa discussão eu não vou entrar no mérito porque acho que é uma decisão do governador com o prefeito. Eu disse que apoio o prefeito e assino o que ele entender que é o correto. Agora, não quero e acho que ninguém quer que perca o recurso. Essa mudança depende da maioria da bancada”, destacou.  
Fonte:Celly Silva, repórter do GD
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