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Com perdas que chegam a quase 25% em seis meses, 2017 já está sendo avaliado como o pior ano da pecuária. Com base nesses dados negativos e uma avalanche de problemas como Carne Fraca, Funrural, delações e embargo dos Estados Unidos à carne brasileira, representantes do setor privado estadual e nacional e políticos que atuam junto à pecuária em todo o Brasil se reuniram na tarde desta quinta (29) em Cuiabá em busca de soluções.
A ideia geral do encontro foi dar andamento para a criação de um programa de Estado para o ramo e o discurso geral foi de que os todos os elos da cadeia precisam ser mais unidos.
O presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, foi enfático e relatou que não se lembra de um ano pior do que esse. Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), disse que a pecuária brasileira é a melhor do mundo e que a exportação do país para mais de 170 nações fala por si. “O que nós precisamos é reconquistar nossa credibilidade, que foi arranhada por causa de problemas políticos”, disse.
O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Marco Túlio Duarte Soares, alerta para a tendência de todos as dificuldades vividas pelo setor se agravarem, principalmente se não houver uma união. “Infelizmente nós estamos nos reunindo em um momento de extrema crise. Mas precisamos nos reunir para falar sobre coisas boas também. Estudar estratégias, como agregar mais valor ao nosso produto, como termos mais rentabilidade e etc. Não é conversar somente para apagar algum incêndio”, disse.
Marco Túlio exemplificou a crise sentida pelos produtores argumentando que o preço da arroba, que chegava a R$ 140 no final do ano passado e início desse ano, já registrou valores como R$ 107 em Mato Grosso no último mês, o que representa uma baixa de quase 25%.
O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) elencou que a pecuária viveu, em 2017, dificuldades com a Operação Carne Fraca, a declaração de legalidade do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural), a delação dos proprietários da JBS e mais recentemente com a suspensão das importações da carne brasileira por parte dos Estados Unidos.
O parlamentar argumentou que é preciso debater o setor desde o nascedouro do bezerro até a chegada da carne no mercado externo. De acordo com ele, o encontro deve dar início à criação de uma proposta de um programa moderno para o ramo, que inclua os pequenos, médios e grandes produtores. Além disso, Leitão pontuou que a ocasião seria propícia para dar encaminhamentos para uma política de Estado para a agropecuária.
“É o momento de união. Os países que conseguiram se desenvolver só tiveram esse sucesso quando uniram a cadeia. Por exemplo o leite, como é o caso da Nova Zelândia. Eles reuniram quem pesquisa, quem produz, quem distribui e etc. Lá se criou um grande incentivo e hoje eles são o maior exportador de leite do mundo mesmo sendo o 8º maior em volume de produção”, exemplificou.
Leitão também criticou a insistência do Brasil em ainda vacinar o gado contra a febre aftosa, mesmo o país não registrando casos da doença desde 2006. “Os Estados Unidos erradicaram a vacina em 1920. Não é possível o Brasil continuar gastando R$ 1 bilhão com vacinação em um problema que não existe mais. Precisamos olhar para fora e ver o que deu certo”, reclamou. 
Mesa Redonda
O encontro aconteceu no Edifício Cloves Vettorato, em Cuiabá, sede de diversas entidades do agronegócio como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Associação dos Criadores de Suíno de Mato Grosso (Acrismat).
Entre os presentes do núcleo político estavam o governador Pedro Taques (PSDB), o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Ricardo Tomczyk; o senador Cidinho Santos (PR) e Nilson Leitão.
Além deles, representantes da agropecuária como o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Wagner Bacchi; presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli; presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral e outros também participaram do encontro.
Fonte: RD News
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