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blairo maggi em reuniao com um lider arabe.jpegAs exportações de proteína bovina (in natura e industrializada) de Mato Grosso alcançaram um montante de 107,16 milhões de dólares (R$ 354,69 milhões) em julho, o que representou a maior receita obtida em um mês desde novembro de 2015. Com isso, o Estado se aproximou de São Paulo, que é o maior exportador e que teve resultados de 107,59 milhões de dólares (R$ 356,12 milhões) no mesmo período.
Os dados são da secretaria de Comércio Exterior e constam no relatório dessa semana do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). As 24,4 mil toneladas exportadas por Mato Grosso em julho também representaram um recorde, já que tal volume não era embarcado desde fevereiro de 2014.
Esse resultado surgiu por causa de dois países árabes. O primeiro deles foi o Irã, maior comprador da proteína de Mato Grosso e que no mês passado importou um volume de carne 64% maior do que na comparação com junho. A outra nação foi o Egito, que negociou um montante de 68,3% maior na correlação com o mesmo período. 
Somando com Hong Kong, os três países foram responsáveis por 64% dos envios mato-grossenses de carne bovina in natura no mês passado. Segundo o Imea, essa foi a primeira vez que três países diferentes gastaram mais de 20 milhões de dólares (R$ 66 milhões) com a proteína de Mato Grosso.
Recuperação
O instituto de pesquisa pontua, ainda, que os preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda se elevaram consecutivamente nas três últimas semanas. Com isso, o boi gordo ficou cotado a R$ 118,94 por arroba e a vaca gorda a R$ 112,62/@.
Amado de Oliveira, consultor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), pontua ao  que o momento pode ser avaliado como um “viés de recuperação” e que o respiro do setor, porém, só deve acontecer mesmo no segundo semestre do ano que vem.
Ele lembra que apesar dos bons índices de julho, um montante muito grande da carne bovina foi comercializada pelos produtores mato-grossenses por preços muito abaixo do que o restante do mercado. Sobre a questão da comparação entre São Paulo e Mato Grosso, ele avalia que o foco não deve ser a competitividade entre os estados.  
“O fato de que Mato Grosso está se aproximando de São Paulo é extraordinário. Mas o mais relevante nesse caso é que o Brasil está vendendo mais carne, o que significa que a credibilidade e qualidade do nosso produto está sendo reconhecida novamente”, argumenta Amado.
Ele explica que a pecuária mato-grossense e brasileira está passando por um momento de desmistificação, já que a crise comercial gerada pela Operação Carne Fraca, pelas delações dos empresários da JBS e pela suspensão da importação da carne pelos Estados Unidos acabaram manchando a imagem do país lá fora.
Fonte:Carlos Palmeira/RD News
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