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Dois policiais civis receberam dinheiro e avisaram Silval sobre prisão
Dois investigadores da Polícia Civil vazaram informações sigilosas a respeito de investigações de atos de gestão ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Os dois policiais, inclusive, teriam alertado familiares do peemedebista horas antes da deflagração da Operação Sodoma, em setembro de 2015. As duas informações fazem parte de um dos anexos da colaboração premiada firmada pelo irmão do político, Antônio Barbosa, com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A Polícia Civil aguarda mais informações para iniciar uma investigação sobre o caso.
Conforme relato de Antônio, os dois agentes passaram a atuar em 2012, na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), responsável por diversas investigações contra Silval, incluindo as relativas à Operação Sodoma. O irmão do ex-governador não soube informar os nomes dos policiais, dizendo se tratarem apenas de “cabeça branca” e “cabeção”. Eles pediram a Antônio acesso ao ex-governador, que naquela época ainda comandava o Estado. 
Antônio levou os dois policiais ao encontro de Silval e eles relataram ao peemedebista, segundo o irmão do ex-governador, a existência de uma investigação, no âmbito da Defaz, de precatórios. Em meados de 2013 ou 2014, ele não se recordou exatamente, um dos policiais voltou a procurar o irmão de Silval, pedindo ajuda financeira para tratamento médico. O ex-governador concordou em dar este auxílio e repassou R$ 60 mil. 
No dia 15 de setembro de 2015, quando foi deflagrada a operação e expedidos mandados de prisão contra Silval e os ex-secretários Marcel Souza de Cursi e Pedro Nadaf, Antônio recebeu uma mensagem, por volta das 9 horas da manhã, de um dos agentes, dizendo que “havia alguma coisa para acontecer em relação ao Silval”. Poucas horas depois, em nova mensagem, o mesmo agente informou que a operação para prender Silval ocorreria naquele mesmo dia, a qualquer momento.
De fato, Silval seria preso naquele dia, no momento em que chegasse à Assembleia Legislativa (ALMT), onde seria ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos incentivos fiscais. Com a informação privilegiada, Silval não foi à CPI, foi considerado foragido e acabou se apresentando dois dias depois, permanecendo preso até junho deste ano. No anexo, Antônio se comprometeu a reconhecer por meio de foto os dois policiais.
A Polícia Civil informou por meio da assessoria que há um procedimento instaurado na corregedoria para apurar a existência de algum tipo de vazamento. A respeito da revelação feita por Antônio, a Polícia Civil vai aguardar uma definição por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), que homologou o acordo, para apurar as informações prestadas por ele aos procuradores.
Fonte:Gláucio Nogueira, repórter de A Gazeta
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