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Apesar da redução, dados do Imazon mostram que o estado mantém taxas elevadas de áreas destruídas.

   A  exemplo de toda a região da Amazônia Legal, Mato Grosso apresentou redução de 15% no desmatamento, entre agosto de 2016 e julho deste ano. No período, a área destruída no Estado caiu de 949,3 km² derrubados para 809,6 km². Em toda a Amazônia a redução foi de 21%. 

   Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados ontem. A queda interrompe uma curva de crescimento após cinco anos. 

   De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Carlos Fávaro, a redução no desmatamento só foi possível devido ao incremento nas ações de fiscalização. Segundo ele, em um esforço concentrado, ao longo de 2016, foram fiscalizados 194 mil hectares por desmatamento ilegal. Os números mostram um aumento de 214% em relação a 2015, que totalizou 61,6 mil hectares. 

   “Nossos dados consolidados mostram uma diminuição no desmatamento ilegal, entre 2015 e 2016, de 16% na Amazônia, período em que reduziram de 1.453,67km2 (2015) para 1.216Km2 (2016). Mas, é claro que não estamos satisfeitos e caminhamos para se chegar ao ideal, que é zerar o desmatamento ilegal, conforme foi acordado durante a Conferência do Clima em Paris, em 2015%”, frisou. 

   Segundo a Sema, o balanço do Imazon é positivo, embora parcial e não tenha efeito estatístico. Contudo, consagra todo o esforço empreendido pelo governo do Estado no combate ao desmatamento e à degradação ambiental, a exemplo também das queimadas. Neste sentido, Fávaro destacou que nos primeiros 32 do período proibitivo de queima, houve uma redução de 43% nos focos de calor no Estado. 

   Ainda, conforme o Imazon, em toda a região Amazônica, o desmatamento acumulado na área foi de 2.834 km², um índice menor apenas que o do ano passado, quando 3.580 km² foram derrubados e, em relação, a 2015, que registrou 3.323 km². Neste último período, todos os estados da Amazônia Legal apresentaram queda no total das áreas desmatadas. A maior baixa foi encontrada no Tocantins, onde o desmatamento diminuiu 54%. 

   Contudo, conforme o Imazon, levando em conta Estados vizinhos da região, o tamanho da área devastada no Estado cresceu. Entre agosto de 2015 e julho de 2016, Mato Grosso foi responsável por 26,5% do desmatamento total da Amazônia Legal. Nos 12 meses seguintes, o percentual subiu para 28,6%. 
 
   O Pará, por exemplo, teve queda tanto no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados (31% de queda) quanto na proporção total (passou de 28,8% para 25,2%). Como o estado apresenta números elevados de desmatamento (1.030,3 km² em 2015/2016 e 713,8 km² em 2016/2017), a sua queda é a mais representativa, conforme o Imazon. 

   Por outro lado, segundo Carlos Fávaro, nos últimos 10 anos Mato Grosso reduziu cerca de 80% o desmatamento na Amazônia. A média de derrubada de matas que era de 5,714 Km2, entre 2001 e 2010, caiu para 1.216,66Km2, no ano passado. Além disso, o perfil de desmatamento mudou de grandes áreas para pequenos polígonos, o que dificulta a fiscalização e exige um trabalho de inteligência dos órgãos de fiscalização. 
Fonte: Diario de Cuiabá
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