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Depois de cerca de 6 meses de desvalorização da arroba do boi, o preço come- çou a reagir nas últimas semanas e em algumas regiões custa R$ 125 para pagamento a prazo. Em Cuiabá, a arroba foi cotada a R$ 121 esta semana, 5% a mais que os R$ 115 de julho.
Para a Acrimat, a reação é resultado da entressafra do gado, da reabertura de unidades frigoríficas em Mato Grosso e da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 9% para 4% para o abate em outros estados. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) registrou alta em todas as praças, inclusive em Mato Grosso.
A pesquisadora Mariane Crespolini explica que 90% dos abates no país são provenientes de engorda a pasto e que a estiagem reduziu a oferta de animais. “Com a intensificação da seca praticamente não há animais disponíveis. Além disso, a principal indústria retomou as compras e houve reabertura de plantas. Tudo isso contribui para aumento dos preços”.
O representante regional da Acrimat em Vila Bela da Santíssima Trindade, Cristiano Alvarenga, acredita que a redução da alíquota do ICMS para o abate de boi gordo em outros estados também contribuiu. “A reabertura de plantas é positiva, mas o fator mais importante foi a possibilidade de abate em outras regiões, uma vez que as indústrias de outros estados estão procurando nosso produto”.
Na região do Vale do Jauru, onde estão Araputanga, São José dos Quatro Marcos e Mirassol D’Oeste, que teve uma unidade frigorífica reaberta há cerca de 1 mês, o preço também melhorou. “Antes havia apenas um grupo atuando em toda região. Agora temos duas indústrias, uma aqui em Mirassol e um escritório foi aberto em Barra do Bugres. Isso movimentou o mercado e os preços reagiram”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Quatro Marcos, Alessandro Casado.
Fonte:A Gazeta (foto: Chico Valdiner/assessoria)
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