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O deputado Romoaldo Júnior (PMDB) diz não acreditar na existência do acordo entre Silval Barbosa (PMDB) e o governador Pedro Taques (PSDB). De acordo com trecho da delação premiada do ex-governador com o Ministério Público Federal (MPF), o tucano, durante as eleições, se comprometeu em, caso eleito, não investigar a gestão do peemedebista.
Segundo Romoaldo, a atuação de Taques nos primeiros meses de sua gestão, instaurando auditorias e realizando denúncias ao Ministério Público Estadual, leva a crer que tal compromisso nunca existiu.
“É difícil acreditar que o governador tenha feito um acordo financeiro e tomado esse tipo de atitude. Se houve o acordo, ele não foi cumprido. O governo entrou batendo duro no governo anterior. Perseguindo e denunciando. Não acredito que alguém faça um acordo e tome esse tipo de postura”, afirma, na manhã desta quarta (23).
Romoaldo – ex-líder de Silval e também citado na delação do peemedebista -, no entanto, diz que não há conhecimento se tal acordo foi feito ou não. Segundo ele, o "buchicho" do acerto entre Silval e Taques surgiu logo após a prisão do ex-governador, em setembro de 2015.
O novo trecho da delação foi divulgado pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo, nessa terça (22). No acordo, Silval teria dito que foi orientado pelo então prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) e pelo ministro da Agricultura senador licenciado Blairo Maggi (PP) a se aproximar do então candidato ao governo, para que não investisse pesado na campanha do adversário Lúdio Cabral (PT).
Segundo a reportagem, após a exigência, Silval teria firmado o acordo na casa de Mauro Mendes, com a presença de Taques e Blairo. À época, o partido de Silval compunha o grupo do petista com a indicação da vice da chapa então deputada Teté Bezerra (PMDB).
A reportagem revela ainda que Taques não teria gostado que secretários de Silval estivessem na campanha de Lúdio. Silval disse também que Mauro Mendes pediu para que doasse R$ 20 milhões para a campanha do hoje tucano a fim de garantir que o acordo estava de pé.
Tempos depois, Mauro deixou a coordenação da campanha e, segundo Silval, foi subtituído por Alan Malouf, que teria mantido as conversações. Alan, hoje, acusa Taques de caixa dois ao pagar R$ 2 milhões para a campanha não declarados.
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