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Alvo da PF em casa e na Prefeitura, Emanuel trata operação como "questão de ordem pessoal"O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), se manifestou por meio de nota a respeito dos mandados de busca e apreensão que foram cumpridos, pela Polícia Federal, em suas casas e em seu gabinete na Prefeitura. Na nota, o prefeito ressalta que o inquérito não guarda ligação com o cargo que exerce atualmente e que irá responder na Justiça as acusações que lhe são imputadas.
“O ministro [Luiz Fux] indeferiu de pronto o pedido de afastamento proposto pela PGR por entender que não há vínculo entre fatos pretéritos com o atual mandato no Poder Executivo da Capital. O prefeito Emanuel Pinheiro tem também o mesmo entendimento, tanto que vem tratando o assunto como uma questão de ordem pessoal, que cabe a ele cuidar enquanto pessoa física e não como mandatário da Capital”, afirma a nota.
Nesta manhã, mais de 270 policiais atuaram na 12ª a fase da Operação Ararath, na ação batizada como Malebolge. No total, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal em 64 endereços.

Por volta das 6h da manhã, agentes da Polícia Federal estiveram na casa e no gabinete de Emanuel, na Prefeitura. Diversos documentos e computadores foram levados para a sede da PF e, até os carros do peemedebista foram vasculhados.

A Operação Malebolge investiga a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, crimes contra a ordem tributária. Além disto, ainda apura a prática de obstrução de investigação criminal, que consistiu em pagar colaborador para mudar versão de depoimentos e pagar investigado para não celebrar acordo de colaboração.

Dentre os investigados estão o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), deputados estaduais, empresários e conselheiros do Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT), sendo que cinco destes últimos (José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis, Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida) foram afastados de suas funções.
Participam da ação 270 pessoas dentre policiais federais e membros do MPF nos seguintes municípios: Cuiabá/MT, Rondonópolis/MT, Primavera do Leste/MT, Araputanga/MT, Pontes e Lacerda/MT, Tangará da Serra/MT, Juara/MT, Sorriso/MT, Sinop/MT, Brasília/DF e São Paulo/SP.
O caso
Conforme já havia manifestado em uma publicação em seu Facebook, tão logo a reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, vazou imagens suas recebendo dinheiro do ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa (PMDB), Emanuel voltou a dizer que só iria se manifestar sobre assunto judicialmente, por orientação de seus advogados.

Na delação, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Silval afirmou que pagava um “mensalinho” a deputados estaduais enquanto era governador de Mato Grosso. A propina seria para garantir apoio dos parlamentares a sua gestão.

No vídeo em questão, Emanuel aparece na sala de Sílvio César Correa, então chefe de gabinete de Silval, colocando maços de dinheiro nos bolsos do paletó. Num dado momento, algumas cédulas caem no chão, ele se abaixa para pegar e chega a brincar com a situação.
Veja a íntegra da nota emitida na tarde desta quinta-feira, após a Malebolge:
A Secretaria de Inovação e Comunicação da Prefeitura de Cuiabá confirma que na manhã de ontem (14) foi realizada ação de busca e apreensão no Gabinete do Prefeito e na sua residência, por determinação do ministro Luiz Fux (STF) atendendo parcialmente pedido do Procurador Geral da República (PGR). Na mesma decisão o ministro indeferiu de pronto o pedido de afastamento proposto pelo PGR por entender que não há vínculo entre fatos pretéritos com o atual mandato no poder executivo da capital. O prefeito Emanuel Pinheiro tem também o mesmo entendimento, tanto que vem tratando o assunto como uma questão de ordem pessoal, que cabe a ele cuidar enquanto pessoa física e não como mandatário da capital. O prefeito também entende que o inquérito judicial é o instrumento adequado para apurar e restabelecer a verdade. Tão logo seja notificado ele apresentará defesa prévia, quando então poderá expor publicamente suas alegações e documentos que o desvinculam das acusações que lhe são imputadas. O prefeito segue colaborando com as autoridades  encarregadas das investigações e reitera sua confiança na Justiça.

Olhar Direto



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