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A disparidade entre os esforços pela melhoria da produtividade e as dificuldades na comercialização do rebanho, foram tema da audiência pública interativa da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), no Senado Federal. O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires, participou do debate sobre a descentralização de empreendimentos no setor frigorífico de carne, que aconteceu nesta terça (12).
Jorge Pires, que representou os produtores de Mato Grosso, destacou que apesar dos esforços para melhorar a produtividade, existem no Estado 16 plantas frigoríficas paralisadas e os criadores dependem da empresa JBS. Para Jorge Pires, a recente crise no setor pecuário afeta toda a cadeia de compra e venda de gado. Ele lamentou a centralização que faz do pecuarista, refém de grupos econômicos. “Mato Grosso tem o maior rebanho do Brasil, e hoje 50% dos abates estão na mão da JBS. A nossa capacidade de produção é alta, mas a dependência desta indústria ainda é muito grande. É importante que tenhamos equilíbrio de ponta a ponta”, afirmou Jorge.
Durante a audiência pública, solicitada pelo senador Wellington Fagundes (PR), que é pecuarista, autoridades do setor e senadores defenderam a entrada de pequenos e médios frigoríficos no mercado para reduzir a concentração e melhorar a concorrência no setor de carnes. Wellington explicou que na última década, a intervenção do BNDES financiou a compra de estabelecimentos menores por grandes frigoríficos e estimulou a criação das chamadas campeãs nacionais na indústria de processamento de carnes e derivados. “Conceder empréstimos a juros subsidiados a grandes frigoríficos acabou por prejudicar a rentabilidade dos produtores rurais e por causar o fechamento de postos de trabalho existentes em vários pequenos e médios municípios no interior do Brasil”, criticou o senador.
Para o representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Eduardo Rangel, apesar do reconhecimento de que o mercado brasileiro é dominado por poucas empresas, há expectativas de se implantar uma nova política para o setor que permita a reativação das fábricas que estão fechadas, uma maior participação das pequenas e médias empresas e a garantia da qualidade da inspeção sanitária.
Participaram também da audiência em Brasília, além dos senadores da CRA e Jorge Pires, Tadeu Paulo Billincanta, vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo), Artur YabeMilanez, gerente da Área de Indústria e Serviços do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - Alternativas de Financiamento do BNDES para o Setor de Carnes, José de Assis Guaresqui, superintendente Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Mato Grosso (SFA/MT) e Luís Eduardo Pacifici Rangel, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA

Fonte: rdnews
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