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wesley-silval-fernando.jpgO ex-governador Silval Barbosa (PMDB) disse em seu acordo de colaboração premiada que a JBS – gigante mundial na produção e comercialização de carne -, ficou “devendo” R$ 8 milhões em propinas que seriam utilizadas para o pagamento de uma dívida de R$ 40 milhões feita pelo seu antecessor e ministro da Agrigultura, Blairo Maggi (PP), com uma empresa de fomento mercantil, em Cuiabá. De acordo com o ex-governador, uma reunião com o proprietário da JBS, Wesley Batista, foi agendada em 2011 por Fernando Mendonça – um dos investigados na "Operação Ararath" e empresário de atacado em Várzea Grande.
Na reunião, onde participaram Batista e Silval, o ex-governador pediu “ajuda” para pagar dívidas de campanha. O empresário aceitou, desde que fossem concedidos benefícios fiscais, como a renúncia de impostos, a sua organização. “No ano de 2011, o colaborador se reuniu com Wesley Batista, presidente do Grupo JBS, sendo que tal reunião foi agendada por Fernando Mendonça que mantém um parentesco com Wesley Batista. Nessa conversa o colaborador se recorda que pediu ajuda a Wesley para quitar dívidas da campanha eleitoral, sendo que ele concordou, desde que fossem concedidos beneficios fiscais para a empresa, não se recordando se nessa reunião mais alguém participou”, disse o ex-governador.
Ainda em 2011, Silval Barbosa afirma que os benefícios fiscais começaram a ser repassados à JBS, que em troca pagava propina pelas vantagens. Numa dessas operações, o ex-governador relata que a multinacional pagou por um empréstimo feito pelo ex-governador com o proprietário da Invest Fomento Mercantil, Francisco Carlos Ferres, o “Chico Badotti”, e Valcir José Piran, o “Kuki”, no valor de R$ 7 milhões para pagar uma dívida de R$ 40 milhões herdada ainda na gestão Blairo Maggi.
Maggi teria contraído a dívida com Valdir Piran e colocou seu pagamento como condição para apoiar Silval Barbosa em sua campanha ao Palácio Paiaguás, em 2010. Silval, porém, reclamava da pressão exercida por Valdir Piran, além dos juros cobrados pelo empresário.
Isto fez com que Silval tomasse outro empréstimo para cobrir as dívidas da gestão Maggi. “No ano de 2010, mais precisamente no mês de dezembro, o colaborador contraiu um empréstimo junto Francisco Carlos Ferres, Chico Badotti, e Valcir José Piran, vulgo Kuki, no valor de R$ 7 milhões de reais, visando pagar parte da dívida de R$ 40 milhões que o colaborador herdou de Blairo Maggi, atual ministro da agricultura, perante Valdir Piran. O colaborador optou pelo financiamento, pois estava recebendo muita pressão de Valdir Piran e seus juros eram altos, por volta de 4,5% ao mês, motivo pelo qual contraiu esse empréstimo com Chico Badoti e Kuki, que eram sócios, pois esses cobravam juros em torno de 2%. Sendo assim, contraiu tal empréstimo de R$ 7 milhões, sendo esse valor transferido de Badoti e Kuki para Valdir Piran, sendo que esse financiamento foi pago com valores de propina recebidos pela JBS” diz.
Silval detalhou que o ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, informava à JBS as contas que deveriam ser utilizadas para o depósito em 2012. Ao todo, neste ano, o retorno chegou a um montante de R$ 9 a R$ 10 milhões.
RIO DE JANEIRO
Silval Barbosa relata ainda que parte das propinas pagas pela JBS foram repassadas pela Trimec – uma empresa que prestava serviços à sua gestão referentes a terceirização de patrulhas no Estado. O ex-governador afirma que R$ 9 milhões teriam sido repassados pela multinacional por meio da empresa.
Pedro Nadaf, novamente, foi escolhido para “coordenar” a operação. “Parte das propinas pagas pela JBS vieram através da empresa Trimec, pertencente a Walderley Faccheti Torres, após pedido feito pelo colaborador a Wanderley, sabendo o colaborador que foram recebidos mais de R$ 9 milhões de reais de propina da JBS via Trimec. Pedro Nadaf era a pessoa responsável em coordenar essa operação com Wanderley”, disse Silval.
A colaboração premiada narra que Pedro Nadaf teve um papel importante nas relações com a JBS. De acordo com Silval Barbosa, ele teria combinado o pagamento de uma propina de R$ 4 milhões com Wesley Batista após o fim de seu governo, em 2015.
O montante seria pago em dinheiro vivo. O local do encontro foi a cidade do Rio de Janeiro (RJ).
O procurador do Estado aposentado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, acompanhou Nadaf na “viagem” e teria recebido o dinheiro.  “Pedro Nadaf combinou com Wesley Batista, também, receber R$ 4 milhões de reais em dinheiro na cidade do Rio de Janeiro, sendo que esse pagamento ocorreu em 2015. O colaborador chamou Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, Chico Lima, procurador do Estado aposentado para pegar tal montante com um representante da JBS”, disse o ex-governador.
Do valor total, Chico Lima teria ficado com R$ 250 mil a título de “comissão”. Silval Barbosa repassou R$ 800 mil para o proprietário de uma gráfica, para saldar dívidas da campanha de 2014.
O ex-governador pediu ainda para o procurador aposentado depositasse R$ 100 mil na conta de um posto cujo dono era seu irmão (Auto Posto Matupá), para saldar uma dívida de fornecimento de diesel. Silval disse ainda que aproximadamente R$ 1,1 milhão foi utilizado por ele para o pagamento de “várias despesas”.
O ex-governador cita, no entanto, que a JBS deixou de pagar R$ 8 milhões em propinas. “Parte desse valor, aproximadamente R$ 1.100.000,00, o colaborador utilizou para pagamento de várias despesas. A JBS ficou ainda devendo R$ 8 milhões de reais de propina, que não foram pagos”, reclama.silvalproinajbs (1).jpg

 
Da Redação
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