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  A escassez de chuvas e a intensificação dos focos de calor podem agravar ainda mais a qualidade do ar nesta semana, com indicação de formação de ‘smog’. Os dados da Sema apontam que Juína, bem como outras 13 cidades de MT estão com a qualidade do ar considerados inadequados em decorrência da grande quantidade de partículas de fumaças. Os dados são da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

    Esse é um fenômeno caracterizado pela formação de uma espécie de neblina composta por poluição atmosférica, no caso de Mato Grosso, em decorrência das queimadas.

    O coordenador de Monitoramento da Qualidade Ambiental, o químico Sérgio Batista Figueiredo, alerta que a situação está muito crítica. A análise do boletim diário produzido pelo laboratório da Sema aponta que o limite permitido de material particulado oriundo da fumaça de queimadas considerado tolerável para seres humanos é de até 25 microgramas (µg) por metro cúbico de ar (m³), porém, o valor que está oscilando nos dois municípios está entre 100 e 140 µg/ m³ nas últimas 2 semanas.

    Outro agravante é do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe) que não tem previsão de chuva até segunda-feira (25.09), além disso, as temperaturas vão continuar altas, de até 39º C, com umidade relativa do ar em torno de 12%, considerada crítica pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 


    “A orientação é que a população colabore e evite qualquer tipo de queimada, pois o material particulado proveniente deste fenômeno é ultrafino e consegue ultrapassar a barreira natural das narinas indo para a corrente sanguínea, onde pode provocar diversos tipos de doença, inclusive as cardíacas”, orienta Figueiredo.

    A situação é pior nos períodos do entardecer e amanhecer, segundo o especialista, porque é quando há uma mudança mais brusca da temperatura e os poluentes têm mais dificuldade em subir para a atmosfera, formando ‘bolsões de fumaça’ perto do solo. “É nesse horário que a população costuma fazer caminhada e é justamente a mais crítica”.

    Além de Cuiabá e Várzea Grande, também estão com quadros localizados de qualidade do ar considerados inadequados: Alta Floresta, Cáceres, Diamantino, Juara, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, de acordo com dados até dia 15 de setembro. Também há oscilação em Juína, Campo Novo de Parecis, Colíder e Tangará da Serra. Rondonópolis apresenta o terceiro pior quadro de qualidade do ar, com oscilações entre 58 e 85 µg/ m³. 

    Esse fenômeno (smog) deixou Cuiabá em estado de alerta em 2007, quando se formou uma das piores cortinas de fumaça já registrados no Estado. O termo resulta da junção das palavras da língua inglesa “smoke“ (fumaça) e “fog“ (nevoeiro). Um quadro parecido a este ano também aconteceu em 2015.

Mais focos de calor

   O Comitê do Fogo, presidido pela Sema, vai avaliar a prorrogação do período proibitivo, que termina no dia 30 de setembro. A tendência na próxima semana é que a qualidade do ar continue comprometida em decorrência do prolongamento do período de seca e, paralelamente, ao aumento progressivo dos focos de calor. 

    Apesar de ter iniciado o primeiro mês de proibição ao uso do fogo nas áreas rurais com uma queda de 43% de focos de calor, em comparação ao mesmo período de 2016, e 20% a menos entre o final de agosto e início de setembro, o quadro progressivamente se inverteu em Mato Grosso, chegando no dia 17 de setembro a 32,3 mil focos de calor, 34% a mais que o mesmo período do ano passado. 

    Para o tenente coronel Paulo André Barroso, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), o avanço das queimadas é preocupante, pois mostra que a população não está consciente dos riscos de fazer uso do fogo, especialmente neste período. “Mais de 90% das ocorrências é provocada por ação humana e é intencional. Quem paga a conta é o cidadão, através do aumento de atendimentos na saúde”. 

    Barroso explica que a expectativa era de mais chuva neste período, mas devido às mudanças climáticas mundiais que provocaram uma grande circulação de águas e levaram calor do Atlântico Sul para o Atlântico Norte, o índice pluviométrico tem sido praticamente zero em todo o Brasil. “O país vive um momento crítico, já que o número de focos de calor aumentou em 45%, são mais de 170 mil. Nos estados da Amazônia legal, o incremento foi maior de 55%, cerca de 130 mil focos de calor”. 

Queimadas x saúde 

    A fumaça das queimadas é altamente prejudicial porque traz desde impactos mais simples aos mais agudos, principalmente para quem já possui tendências alérgicas, como broncoespasmo, que consiste na contração da musculatura dos brônquios, que são uma espécie de tubos que auxiliam a passagem de ar pelos pulmões. Essa ação causa o estreitamento das vias aéreas, ocasionando a dificuldade de respirar. 

    Além disso, a irritação nas vias aéreas pode facilitar a penetração de outros vírus ou bactérias no organismo, porque uma vez ‘inflamadas’ deixam de exercer a função natural de proteção. Nas crianças e idosos, principalmente, provocam baixa imunidade, que deixa o organismo suscetível às infecções mais graves, como pneumonia. Também são comuns crises de asma, bronquites, crises alérgicas, rinites, sinusites e irritação nos olhos.
  
Fonte: Olhar Direto
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