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A partir da próxima semana, 11 unidades ativas da multinacional de carnes JBS em Mato Grosso suspenderão a compra e abate de bovinos. Nos últimos 60 dias, as indústrias frigoríficas do grupo empresarial comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, presos esta semana pela Polícia Federal na Operação Acerto de Contas, 2ª fase da Operação Tendão de Aquiles, interromperam pontualmente os abates de animais no Estado.
     As paralisações foram verificadas em municípios do Norte mato-grossense, onde a JBS mantém unidades ativas. Se na quarta-feira, quando Wesley Batista foi preso, o mercado pecuário apresentava aparente normalidade, com preços da arroba estáveis, nesta quinta-feira, alguns municípios começaram a se preocupar com a paralisação nas vendas. No município de Juara (a 709 km a médio-norte de Cuiabá), os abates de bovinos estão programados até a próxima quinta-feira (18) no único frigorífico da cidade, pertencente à JBS.
     A partir desta data, a unidade irá interromper a compra, segundo informações repassadas nesta quinta-feira pela direção local da empresa ao presidente do Sindicato Rural de Juara, Jorge Mariano de Souza. “A notícia é ruim. A direção do frigorí- fico me informou que só vai abater até quinta-feira da semana que vem o gado já negociado e em seguida vai parar de comprar. Parou a compra no Brasil inteiro”, completa Souza.
     Conforme o presidente do Sindicato Rural de Juara, os pecuaristas do município estão preocupados, já que o frigorífico mais próximo está localizado em Juína (a 735 km a Noroeste de Cuiabá) e também pertence à JBS. “A outra opção seria vender em Tangará da Serra (a 239 km a médio norte da Capital)”. Em Alta Floresta (a 803 km de Cuiabá), os funcionários da unidade frigorífica da JBS estão em regime de férias coletivas desde a última quinta-feira (6).
    Por ora, a previsão é que retornem às atividades na próxima segunda-feira (18), informa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Frigoríficas de Carne Bovina do Portal da Amazônia (Sintracal), José Evandro Navarro. Contudo, os funcionários atuarão apenas na desossa. O abate ficará suspenso porque o frigorífico suspenderá a compra, informou preliminarmente, a direção local da empresa ao Sintracal.
     Segundo Navarro, na manhã de quinta-feira, o gerente local da unidade frigorífica da JBS o procurou. “Eu não estava no sindicato, mas ele disse que precisava conversar”. Por meio de mensagem enviada via aplicativo de celular, o gerente informou que retomará na próxima segunda-feira (18) apenas a desossa das carcaças bovinas e que não tem permissão para comprar gado por enquanto. “Perguntei o motivo e ele alega indefinição de mercado”.
     Sobre as interrupções pontuais nos abates, o presidente do Sintracal afirma que habitualmente ocorrem durante a entressafra, quando a oferta de bovinos diminui. “Nesses meses comumente as indústrias (frigoríficas) concedem férias coletivas aos trabalhadores porque durante a estiagem o gado não ganha peso e os pecuaristas evitam vender”.
     Sobre a suspensão da compra e abate de bovinos pela JBS em Mato Grosso, o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo) informa que não foi comunicado oficialmente pelo grupo frigorífico, que é associado à entidade. Procurada e questionada sobre a interrupção nos abates, sobre férias coletivas temporárias e sobre suspensão das compras de bovinos em Mato Grosso, a assessoria de imprensa da JBS informou apenas que a empresa não comentaria o assunto.
Fonte: A gazeta
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