Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

Reprodução Olhar DiretoUma pesquisa realizada com produtores rurais de Mato Grosso e do Pará demonstrou que a adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) não reduziu o desmatamento nas propriedades dos dois estados, nem estimulou a recuperação de áreas que já estavam degradadas. O levantamento foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam).
Para chegar a esta conclusão os profissionais entrevistaram 100 proprietários de terras nos dois estados e analisou uma base de 25 mil propriedades rurais cadastradas no Pará (2008 a 2013) e no Mato Grosso (2009 a 2012). De acordo com a análise, os responsáveis por 83% das propriedades rurais do Mato Grosso e por 77% das propriedades do Pará declararam que não pretendem se adequar ao Código Florestal no contexto atual.
Durante as entrevistas, 76% dos proprietários rurais afirmaram que só recuperariam suas áreas caso fossem obrigados pelo governo ou se recebessem alguma espécie de incentivo. Outros 18% demonstraram não ter qualquer interesse em regularizar a situação de suas propriedades, e 6% alegaram estar com o processo de regularização em curso.
“As entrevistas mostram que o CAR não consegue coibir o desmatamento nem levar à regularização ambiental porque não há incentivos que levem os produtores rurais a buscar a regularização. O estudo mostra a importância de se rever os custos e os benefícios do cadastramento. Hoje, se está cadastrada, a pessoa já possui acesso ao crédito rural subsidiado, mesmo que desmate. Assim, não existem incentivos para ir além do simples registro no sistema”, afirmou Raoni Rajão durante entrevista a Revista Boletim, publicação semanal da UFMG.
O motivo do desinteresse com a recuperação dessas áreas, segundo os pesquisadores, é resultado de uma frouxidão na aplicação de multas e outras punições aos produtores que não se adéquam às regras. Na análise de Rajão, os estado que utilizam o CAR temem que os proprietários desistam de se cadastrar ao perceberem que estão sujeitos a mais punições.
Código Florestal
O chamado “Novo Código Florestal” aprovado em 2012 é considerado por muitos ambientalistas como uma legislação frágil, ainda incapaz de assegurar a preservação dos recursos naturais. Um dos mais polêmicos pontos do código é a anistia aos produtores rurais que desmataram antes de 2008. O Ministério Público Federal (MPF) tenta reverter algumas das mudanças propostas e o caso segue não pacificado no Supremo Tribunal Federal (STF) que ainda não julgou diversas ações que o órgão submeteu para apreciação.
Olhar Direto
Marcadores:

Postar um comentário

O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.