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Deputado estadual Oscar Bezerra � marido da prefeita Luciane Bezerra.jpg O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) avalia com a sua defesa utilizar a gravação feita pelo ex-secretário estadual Alan Zanatta, contra ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa, para anular a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), de familiares e do próprio Silvio. “Se realmente tem contradição é elemento fortíssimo para nulidade”, disse ao . Oscar chegou ontem (24) à noite de Juara, cidade onde reside, e ainda vai estudar com jurídico a melhor forma de utilizar a gravação.
Durante a conversa de 1h24, Silvio conta a Zanatta que o valor de aproximadamente R$ 500 mil que devolveria aos cofres públicos seria pago por Silval, contrariando o acordo de delação premiada. Além disso, revela ser dono de um garimpo que ocultou da Procuradoria Geral da República (PGR). Esses fatos poderiam colocar o acordo de delação em risco. Outro ponto importante seria a utilização de um contexto diferente do mensalinho no caso do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, que teria ido, na verdade, receber serviço de pesquisa prestado pelo irmão Marco Polo Pinheiro.
O parlamentar acusa ainda alguns meios de comunicação e até procuradores, referindo-se ao procurador-geral do MPE, Mauro Curvo, de anteciparem a condenação antes mesmo do julgamento. Curvo, por exemplo, defendeu afastamento dos que foram flagrados em vídeo recebendo maços de dinheiro, dentre eles, a atual prefeita de Juara e sua esposa, Luciane Bezerra (PSB).
Em relação a Oscar, existe a acusação de ter cobrado propina de até R$ 15 milhões para livrar Silval do indiciamento na CPI das Obras da Copa que presidiu. O deputado nega qualquer prática de extorsão.

Estou avaliando se vou continuar nesta porcaria de política porque parece que só prevalecem os vagabundos

De todo modo, Oscar avalia como irreversível o prejuízo moral e político. Admite ainda que pode até deixa a vida pública. “Estou avaliando se vou continuar nesta porcaria de política porque parece que só prevalecem os vagabundos”, sustenta.
Romoaldo
Na contramão de Oscar, o deputado Romoaldo Junior (PMDB), por sua vez, afirma que não irá utilizar o áudio em sua defesa, uma vez que a delação de Silval não o incrimina. “Em nenhum momento eu peço vantagens indevidas”, afirma o peemedebista.
Romoaldo teria se beneficiado do suposto mensalinho, recebido propina de obras para bancar campanhas eleitorais e intermediado a negociata para aprovação das contas de Silval, o que foi gravado pelo filho e pelo irmão do ex-governador - Rodrigo e Toninho Barbosa - que também são delatores.
Sobre acusação de receber mensalinho, o peemedebista explica que quando está preso o “cara acusa até a mãe”. Volta a reforçar que a delação não o incrimina em nada. “Só constrange a gente, quando você é gravado você acaba falando muita besteira, ainda mais eu que sou bocudo. Mas politicamente não me incrimina em nada” sustenta.
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