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O médico e empresário Rodrigo Barbosa, filho do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) trecho de uma conversa que teve com o deputado Wagner Ramos (PSD), por meio do aplicativo Whatsapp.

Na conversa, Wagner questiona Rodrigo sobre o boato de que seu tio, irmão de Silval, Antônio Barbosa, teria gravação de uma reunião realizada entre eles. A gravação, de acordo com o parlamentar, teria sido entregue ao Ministério Público.

“Olá boa tarde estão com comentário que seu tio teria uma gravação minha que foi entregue no MP, sabe me dizer doque é? Romualdo e Maluf que vieram me falar! (sic)”, diz a mensagem atribuída a Wagner.

Em resposta, Rodrigo nega ter conhecimento quanto a alguma gravação e afirma que a informação é mais “uma fofoca plantada”, para alívio do deputado. Em sequência, Wagner explica que o vídeo teria sido feito na Assembleia, e que nas imagens apareciam ele, Antônio e o deputado Romoaldo Júnior (PMDB).

O filho do ex-governador diz que Romoaldo era acostumado a inventar fofocas e pede que Wagner mande um recado ao colega parlamentar: “Manda esse gordo cuidar da vida dele (...) pode falar para ele que eu sei disso e estou puto”.

Wagner então aproveita a oportunidade para dizer que torce para a família Barbosa e que não vê a hora de “tudo acabar”. Na época, Silval ainda estava preso no Centro de Custódia da Capital (CCC).

“Nesse meio todo envolvendo política e justiça! Não sei Oque fazer! Mais pode contar comigo! (sic)”, pontua Wagner.

Não era boato
O boato mencionado por Wagner não era mentira. Em depoimento à procuradora da República Vanessa Cristhina Scarmagnani, em 27 de abril deste ano, o filho do ex-governador revela que seu tio gravou, pelo celular, uma conversa entre eles e os deputados Wagner e Romoaldo.

O encontro teria sido realizado no interior do veículo de Antônio, no estacionamento da Assembleia. Na conversa, de acordo com Rodrigo, o peemedebista orienta o médico ceder a pressão de Wagner e pagar propina pelo voto favorável à aprovação das contas referente ao ano de 2014 do ex-governador.

Na conversa, Rodrigo diz que só realizaria o pagamento, após a aprovação das contas.

Wagner, que era relator das contas de Silval, emitiu parecer pela aprovação. Em plenário, o balanço foi aprovado por 10 votos a sete durante sessão realizada em 18 de setembro de 2015.

Segundo a delação, Wagner cobrou propina de R$ 250 mil pela aprovação das contas. Os deputados estaduais Zé Domingos Fraga (PSD) e Silvano Amaral (PMDB), que também eram membros da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia, teriam cobrado R$ 200 mil cada.
Carros como pagamento
Rodrigo diz que o pagamento aos três parlamentares foi realizado em janeiro de 2016, por meio da entrega de três carros: L200 Triton, Hilux SW4 e um Audi Q3. A entrega foi feita em dias diferentes na casa do assessor de Wagner.

O médico declara que tempos depois os deputados devolveram a Hilux e o Audi, recebendo em seu lugar o equivalente em dinheiro.

Gravado por Rodrigo
Rodrigo também entregou à PGR um vídeo gravado em seu escritório, em que Wagner Ramos aparece. Segundo o médico, a reunião foi realizada em 26 de julho do ano passado. O deputado estaria exigindo dinheiro para barrar as investigações da CPI das Obras da Copa.

Essas afirmações fazem parte da delação premiada de Rodrigo, que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal
Fonte: RD News
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