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Rodovia federal vai ficar 60 km mais longa porque indígenas não permitiram asfalto em Suiá MissuA pavimentação da BR-158, cujo edital de licitação foi publicado na última sexta-feira (22), terá de contornar a Terra Indígena Maraiwatsede, considerada uma das principais zonas de conflito recente, em Mato Grosso. Os indígenas proíberam que o Governo Federal pavimentasse parte da rodovia que passa no interior das aldeias.
A estrada vai ficar pelo menos 60 Km mais longa com a alteração exigida pela comunidade indígena. O edital de licitação prevê a pavimentação de um lote de 94 km da BR-158, no trecho entre Alto Boa Vista e o Posto Luizinho, em Mato Grosso. A BR-158 é considerada um dos principais eixos de escoamento da produção agrícola e sua pavimentação é tida como fundamental para incrementar a economia da região do Araguaia.

Ainda restam 195 km a serem pavimentados na rodovia dentro do estado. Desse total, 94 km estão sendo licitados. Outros 101 km, que ligam os municípios de Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada e Alto Boa Vista devem ter a licitação lançada ainda este ano, segundo informações do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

O que dizem os políticos

O senador Wellington Fagundes, presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem, comemorou a publicação do edital, mas lembrou que ainda existe possibilidade da rodovia passar em terra indígena, diminuindo o trajeto.

"Com a determinação dos indígenas o trecho a ser pavimentado vai incorporar novas cidades e incrementar a economia nesses municípios" disse o senador. "O que não impede que, no futuro, mediante autorização dos indígenas, a rodovia possa ser asfaltada dentro da reserva", acrescentou.

O deputado estadual Baiano Filho (PSDB) avalia a decisão pelo contorno como um avanço na garantia de desenvolvimento da região, assegurando tráfego seguro e competitividade à produção Norte Araguaia.  

Ao lado do senador Wellington Fagundes, parlamentares, prefeitos, vereadores e outras lideranças da região, Baiano tem sido um dos principais articuladores para a conclusão da rodovia, mantendo uma agenda de cobranças junto ao Governo Federal.

A partir da divisa de Mato Grosso com o Pará, a rodovia já está totalmente asfaltada, permitindo o acesso a Redenção (PA) e, por meio de duas rodovias estaduais, ao terminal de cargas da ferrovia Norte/Sul, em Palmeirantes (Tocantins). "De lá, chega-se ao porto de Itaqui, no Maranhão", lembra o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.

Segundo ele, pelo menos 3 milhões de toneladas de grãos da produção agrícola de Mato Grosso devem ser escoados, este ano, pelo porto de Itaqui. "Com o asfalto total da BR-158, esse volume deve aumentar", diz.

"A pavimentação total da rodovia consolida esse novo traçado da rodovia e permite o acesso aos portos do chamado Arco Norte", diz o superintendente do Dnit em Mato Grosso, Orlando Fanaia Machado.
Da Redação - Lázaro Thor Borges

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