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wagner ramos gravaca.jpg O deputado Wagner Ramos (PSD) saiu em defesa do colega Romoaldo Junior (PMDB) após ambos serem gravados pelo irmão e filho do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), respectivamente, Antonio Barbosa, o Toninho, e Rodrigo Barbosa. “Até pelo fato de conhecermos (Romoaldo) pessoalmente nós acreditamos que ele falou isso para se safar de uma situação. Foi da boca para fora, para se livrar dos caras”, disse o social-democrata.
Sem saber que estava sendo gravado por ambos, Romoaldo Júnior reclama dos colegas parlamentares em meio à negociação de suposto pagamento de propina para a aprovação das contas do peemedebista na Assembleia, no final de 2015. Em um trecho da conversa de 50 minutos, no estacionamento da Assembleia, Toninho fala que Silval ajudou muitos políticos, a exemplo de Wagner. No entanto, após a prisão de Silval na Operação Sodoma, o ex-governador foi abandonado. Romoaldo concorda e completa: “Tudo vagabundo”.
Wagner diz que não culpa o colega, uma vez que Romoaldo já foi líder do Governo na gestão Silval e tratava de assuntos do interesse do Executivo. “Não recrimino as ações dele, da forma que ele falou, porque sabemos o dia a dia do deputado, sabemos o que ele fala como ele prega, às vezes, sabemos quando ele está falando verdade e quando ele está mentindo”, justifica.
Em outra parte do áudio, Wagner, a pedido de Romoaldo, chega para supostamente negociar com Toninho e Rodrigo, dentro do carro, no estacionamento da Assembleia. Eles chegam a um acordo para que o relatório seja favorável, em troca do pagamento de propina. A conversa encerra.  Wagner sai do carro e Toninho reclama com Romoaldo sobre o prazo que terá para levantar o valor pedido pelo deputado.
O social-democrata reforça que fizeram armação para “ferrá-los". Segundo o social-democrata, não colocou seu nome em jogo, pois tem família, eleitores e amigos para serem preservados. “Graças a Deus tenho minha consciência tranquila porque não falei nada demais”, declara.
Então relator das contas de 2014 do ex-governador, Wagner deu parecer favorável às contas de Silval com base no posicionamento do TCE. “Sentei com os técnicos do TCE para discutir as contas. Quem sou eu para ir contra a decisão de quem é técnico. E eles me deram ok pela aprovação das contas”, sustenta.
O deputado explica ainda que se soubesse que no carro estavam Toninho e Rodrigo nem iria, uma vez que, segundo ele, “já sabia o que eles queriam conversar”. De todo modo, reforça estar com a consciência tranquila, pois não recebeu nada para aprovar as contas ou reprová-las.
Futuro
Após o vazamento do áudio, bem como das delações da família Barbosa, em que Wagner Ramos é citado e gravado em áudio e vídeo, o deputado admite que a situação prejudica o seu futuro político, no qual deverá disputar à reeleição do ano que vem. “Prejudica sim, sem dúvida nenhuma”, pontua.
Investigação
Essas afirmações fazem parte das delações premiadas de Toninho, Silval e Rodrigo que foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. As declarações e documentos, entretanto, ainda seguem sob análise da Procuradoria Geral da República, que avalia se há ou não indícios suficientes para a abertura de uma investigação. Por enquanto, apenas um inquérito foi instaurado e tramita no Supremo. Ele aponta o ministro da Agricultura Blairo Maggi, Silval Barbosa e José Riva como líderes de esquemas no Estado – saiba mais
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