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wilson santos_gilberto leite (8).jpg O deputado estadual licenciado e secretário estadual de Cidades (Secid) Wilson Santos (PSDB) acredita que será estabelecido um novo modelo político após a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que vai culminar em ampla renovação na Assembleia. “Acredito que terá a maior renovação das últimas décadas. É necessário”, explica o tucano em visita à sede do  na semana passada.
A colaboração de Silval, familiares e do ex-chefe de Gabinete Silvio Corrêa revela pagamentos de “mensalinho” a deputados estaduais, e práticas de extorsão contra o peemedebista para aprovar as contas de 2014 e não indiciá-lo na CPI das Obras da Copa. Ao menos 15 parlamentares são citados na delação.
Segundo Wilson, dois modelos de políticos vão conseguir sobreviver a essa "Era". Aqueles que estiveram durante todo esse período e se comportaram de maneira ética e correta. E os novos nomes que surgirão. “Eu torço para que haja renovação importante no parlamento estadual e nacional. Mas não basta renovar idade e nomes. Os que vão chegar precisam estar preparados, ter consciência ética, postura, coragem para mudar. É o desafio para essa nova geração de políticos que está chegando”, avalia.
O secretário, que foi adversário político de Silval, explica ainda que há uma depuração necessária, mas que a delação contém muitas vinganças. “Os delatores aproveitam para falar muita verdade, mas também estão aproveitando para se vingar de adversários políticos. Dar o troco em alguns”, acredita.
Para Wilson, há uma grande “nuvem de poeira” na qual a população conceitua todos na mesma vala. Acredita que com o passar do tempo isso vai decantar e a população vai saber separar o joio do trigo. “Há pessoas sérias, corretas fazendo política. O tempo vai mostrar. Ainda há muita desinformação e confusão. Mas com o tempo muitos serão distinguidos e serão mais valorizados”, sustenta.
No trecho da colaboração de Silval, Wilson é citado por tentar “vender” sua candidatura ao Governo do Estado em 2010. Silval afirma ainda que encontrou o então candidato, em setembro de 2010, no apartamento do ex-senador Osvaldo Sobrinho (PTB). Em conversa reservada, Wilson teria informado Silval que o também candidato a governador Mauro Mendes (PSB) teria oferecido R$ 10 milhões para que atacasse o peemedebista. O objetivo era levar as eleições para o segundo turno.
Reeleição
Ocupando a Secid desde novembro passado, Wilson promete deixar a pasta até 6 de abril, prazo limite para que secretários se desincompatibilizem dos cargos para concorrerem a eleição do ano que vem, para retornar ao posto na Assembleia. “O meu projeto é esse mesmo, projeto pequeno, de renovar na nossa cadeira na Assembleia”, finaliza. Com isso, o atual ocupante da vaga de Wilson, deputado Jajah Neves (PSDB), volta para suplência.
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