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O cabo Gerson Corrêa Júnior, preso acusado de participar do esquema de grampos ilegais em Mato Grosso, decidiu delatar o esquema e colaborar com as investigações que estão sendo comandadas pela delegada Ana Cristina Feldner. O nome de envolvidos nas interceptações ilegais e outros detalhes foram repassados pelo Policial Militar durante depoimento.

Conforme apurado pela reportagem, o cabo teria contado os nomes de envolvidos nas interceptações ilegais, o período em que elas foram feitas, como funcionava o esquema, entre outros detalhes vistos como cruciais para a investigação.

Gerson foi até o Complexo Miranda Reis na última segunda-feira (17), onde prestou depoimento e repassou as informações, na tentativa de conseguir o acordo de delação premiada. Vale lembrar que a legislação prevê que o acordo precisa ser homologado por um magistrado para ter validade.

O cabo está preso desde maio, acusado de ser um dos integrantes do esquema, que teria a participação de outros oficiais. Na quarta-feira (11), o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça, determinou uma nova prisão preventiva contra ele, após pedido dos delegados Ana Cristina Feldner e Flavio Stringueta.

Gerson é apontado como o operador principal do sistema de interceptação. O empresário José Marilson da Silva, responsável por desenvolver o sistema, afirmou que Gerson quem retirou o equipamento  de sua empresa.

“Há indícios seguros e concretos do envolvimento do Cb. Gerson Correa na provável organização criminosa integrada por policiais militares e por autoridades que fizeram – até bem pouco tempo – parte do alto escalão do Governo do Estado de Mato Grosso”, salienta os autos.

Operação Esdras

A operação Esdras, desencadeada no dia 27 de setembro, com base no depoimento prestado pelo tenente coronel da Policia Militar José Henrique Costa Soares, revelou um verdadeiro esquema criminoso para frear as investigações sobre interceptações ilegais e afastar o desembargador Orlando Perri do caso.

 Conforme os autos, em depoimentos prestados por Soares “descortinou-se um sórdido e inescrupuloso plano” no intuito de interferir nas investigações policiais e macular a reputação do desembargador Orlando Perri em todos os inquéritos instaurados.

 Segundo o processo, Costa Soares foi convocado para atuar como escrivão no inquérito do caso grampos. Logo da convocação, a suposta organização criminosa teria buscado sua cooptação.

 Seria tarefa do tenente coronel a juntada de informações sobre Perri para provocar a suspeição do magistrado.

 Na Operação Esdras foram cumpridas medidas contra Paulo Taques, coronel Airton Benedito de Siqueira Júnior, o ex-secretário de Estado Rogers Eizandro Jarbas, o corornel Evandro Aexandre Ferraz Lesco, o sargento João Ricardo Soler, o major pm Michel Ferronato, Helen Christy Carvalho Dias Lesco (esposa de Lesco), o empresario José Marilson da Silva e o advogado Marciano Xavier das Neves.

 Processo

Até o momento apenas militares foram processados. A denúncia refere-se aos delitos previstos na Legislação Militar.

Os acusados são: Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Barros, Januário Batista e Gerson Correa Junior.

Os cinco vão responder pelos crimes de Ação Militar Ilícita, Falsificação de Documento, Falsidade Ideológica e Prevaricação, todos previstos na Legislação Militar. Zaqueu Barbosa e Gerson Correa Junior seguem presos preventivamente.

 Histórico do militar

 Gerson Corrêa Júnior atuava no Gaeco e possuia o ‘know how’ na operação do Sistema Guardião de Interceptação Telefônica. Foi levado em 2015 para o Núcleo da Inteligência da Polícia Militar, na Casa Militar, época dos grampos. Continuou na Casa Militar até maio de 2017, quando teve prisão preventiva decretada por ter operado o esquema de interceptações telefônicas ilegais.
Fonte: Olhar Direto
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