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Coronel diz estar disposto a "pagar com a própria vida" por denunciar esquema
O tenente-coronel da Polícia Militar, José Henrique da Costa Soares, que confessou ter sido cooptado pela suposta quadrilha acusada de grampos ilegais para ‘espionar’ o desembargador Orlando Perri, disse que esta “disposto a tudo” e que se tiver que “pagar com sua vida” o preço de ter denunciado a atuação dos membros do bando na tentativa de afastar o magistrado das investigações, “não tem problema”.
“Tem que se pagar um preço e eu se eu tiver que pagar um preço com a minha vida não tem problema. Estou disposto a tudo”, disse o oficial da PM.
As declarações foram dadas numa entrevista do tenente-coronel exibida no MTTV 1ª Edição desta segunda-feira (23). Ele também disse que policiais militares o alertarem de que ele estava sendo “vigiado”. “Os policiais que trabalham comigo na segurança perceberam vigilância. Perceberam que existem pessoas me vigiando”.
José Costa Soares teria sido chantageado pelo organização criminosa para realizar registros em áudio e vídeo do desembargador Orlando Perri, segundo ele, a “pedra no sapato” do bando. Para tanto, o grupo teria fornecido uma “farda” policial adaptada com dispositivos que pudessem “gravar” o magistrado. O objetivo era questionar a parcialidade do magistrado e afastá-lo das investigações. Porém, pressionado pelos outros membros, o oficial da PM resolveu revelar o esquema criminoso.
Perri, além de relator de um inquérito que investigava as interceptações telefônicas ilegais, autorizou, no dia 27 de setembro de 2017, a deflagração da operação “Esdras”, da Polícia Judiciária Civil (PJC), que prendeu o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, além de coronel da PM, Airton Benedito Siqueira Junior, o também coronel da PM e ex-Chefe da Casa Militar, Evandro Lesco, sua esposa, Helen Christy Lesco, o sargento João Ricardo Soler, o ex-secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Rogers Jarbas, além do ex-secretário da Casa Civil, Paulo César Zamar Taques.
No pedido de prisão dos suspeitos, realizado pela PJC, o desembargador Orlando Perri já havia revelado que a suposta organização criminosa teria ameaçado a vida não só do tenente-coronel, mas também de seu filho. Os autos não estão mais sob responsabilidade de magistrado em razão da determinação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques,  ter reivindicado à s investigações, que agora estão sob sua responsabilidade.
José da Costa Soares, porém, acredita que a “verdade vai aparecer porque tem muita prova”, dizendo que a Polícia Militar de Mato Grosso foi “usada”. Ele também acredita que a PM possui "pessoas dignas".
“Tudo vai se esclarecer. A verdade vai aparecer porque tem muita prova. Essas pessoas no STJ vão falar o que aconteceu. Seria muito inteligente se eles falassem, porque eles foram usados. A Instituição Policia Militar foi usada. Só que ela é tão grande e importante, façam o que façam. Na Policia Militar tem pessoas dignas, a grande massa é de pessoas dignas. O Ministério Público e as pessoas não podem acreditar que isso que está acontecendo pode atingir a credibilidade da Instituição”.
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