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Emanuel Pinheiro solicitou novas diligências do STF em seu processo
Emanuel Pinheiro solicitou novas diligências do STF em seu processo
Praticamente dois meses após a divulgação de imagens repetidas exaustivamente nas emissoras de TV e sites noticiosos, em que o então deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB) aparecia colocando dinheiro no bolso do paletó, o hoje prefeito de Cuiabá, rompeu o silêncio e assegurou que não se trata de recebimento de propina. Ele afirmou ser verdadeiro o depoimento do ex-assessor Valdecir Cardoso de Almeida, registrado no Cartório do 2º Ofício da Comarca de Cuiabá.
 
Pela primeira vez, tratou do assunto de forma incisiva e sem rodeios. “A verdade está aparecendo e demonstrando que não tenho nada a ver com isso. Na justiça vou provar tudo, porque lá é o foro competente para decretar que Emanuel Pinheiro não tem nada a ver com isso”, afiançou ele, ao fazer o relançamento de obras de 16 unidades de saúde, em evento no Parque O’Hara (Grande Coxipó), na região Sul da Capital.Emanuel Pinheiro lembrou que o depoimento de Valdecir Cardoso é público e registrado no Cartório 2º ofício de Cuiabá, e foi encontrado em sua residência, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal. “Há cerca de 30 dias, minha defesa entrou com pedido junto ao ministro Luiz Fux [do STF], para que pudesse, com base nesses novos fatos, determinar a realização de novas diligências, entre elas a oitiva do ex-assessor Valdecir [Cardoso de Almeida], do delator Sílivo [César Correa], bem  como do ex-governador [Silval Barbosa] e outras pessoas, para avançar nesse caso e esclarecer todo o episódio”, declarou o chefe do Poder Executivo de Cuiabá.
 
No entanto, Emanuel não quis responder porque foi pessoalmente receber do gabinete do então governador Silval Barbosa (PMDB) dinheiro destinado ao pagamento do Mark Instituto de Pesquisa e Opinião Ltda, de Marco Pólo de Freitas Pinheiro, o Popó, seu irmão. “Vou falar na Justiça [divida do Silval com irmão]. Eu sei a ansiedade da imprensa, mas garanto que tudo vai ser tudo esclarecido. No Poder Judiciário vou provar tudo, porque lá é o foro competente”, endossou Pinheiro, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Valdecir Cardoso  trabalhou no gabinete, sob o comando de Sílvio Correa, na gestão do ex-governador Silval Barbosa e foi responsável pela instalação da câmera que filmou parlamentares recebendo dinheiro. Ele fez uma declaração pública espontânea, em 1 de setembro deste ano, registrada no Cartório do 2º Ofício da Comarca de Cuiabá, em que assegura que o dinheiro recebido pelo atual prefeito era destinado ao pagamento de Marco Pólo de Freitas Pinheiro, o Popó, irmão de Emanuel e dono do Mark Instituto de Pesquisa e Opinião Ltda.
 
Valdecir Cardoso de Almeida fez a declaração oito dias após a divulgação dos fatos, enfatizando que à época era lotado no gabinete de Sílvio César Correa. A declaração consta na juntada do inquérito 4596 do Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte da defesa apresentada pelos advogados de Emanuel Pinheiro.

Da Redação - Ronaldo Pacheco / Da Reportagem - Vinícius Mendes

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