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Ralf_Leite_407062009093133.jpgex-vereador por Cuiabá Ralf Leite (PMDB) foi condenado a perda dos direitos políticos, em ação de improbidade administrativa. A decisão é da juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, proferida em 29 de setembro.
Ralf é acusado da prática de nepotismo uma vez que, segundo o Ministério Público Estadual, trabalhou como comissionado no gabinete do suplente de deputado Pery Taborelli (PSC), em 2015, como subordinado de seu pai, Edson Leite da Silva.
Atualmente, Ralf ocupa cargo em comissão de Direção Geral e Assessoramento de Assessor Estratégico na secretaria de Governo e Comunicação. Ele é conhecido por ser protagonista de um escândalo envolvendo um travesti menor de idade cuja principal consequência foi a perda de seu mandato por quebra de decoro parlamentar no ano de 2009. Em 2011, entretanto, a Câmara anulou sua cassação. Candidatou-se e foi derrotado nas urnas ano passado.
Em sua decisão, Vidotti diz que o “controle de vida funcional” de Edson na Assembleia mostra que ele trabalhou como chefe de gabinete de Taborelli no mesmo período em que seu filho. “Assim, resta claro nos autos que a escolha do requerido para ocupar o cargo em comissão foi direcionada, passando a ser subordinado de seu pai”, declara.
De acordo com a magistrada, o MPE apresentou documento em que Ralf declara, falsamente, que não possuía relação familiar ou parentesco com servidores ocupantes de cargos de provimento ou comissão no Legislativo estadual.
Outro documento citado pela juíza é um memorando em que o pai do ex-vereador demonstra ter poderes sobre Ralf para deliberar sobre a exoneração de seu filho do cargo em comissão. “Desse modo, tem-se que o requerido agiu dolosamente no sentido obter vantagem, por meio de sua relação de parentesco com gestor público, para conseguir uma colocação na administração pública e ali se manter”, afirma a juíza.
Diante dos fatos, ela determina a suspensão dos direitos políticos do ex-vereador por três anos, além de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais. Ralf ainda foi condenado a pagar multa estipulada em cinco vezes o valor do seu salário na época que trabalhou no gabinete de Taborelli.
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