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Foto: ReproduçãoDe acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), 282 crianças e adolescentes foram abandonadas pelas famílias, em Mato Grosso. O número aumentou 3% comparado também de janeiro a setembro de 2016, que registrou 268 casos. 

Já com relação ao total de crianças que sofreram maus tratos neste ano foram 398 vítimas contra 403 em 2016. 

De acordo com a psicóloga e terapeuta familiar, Laura Gonçalvez, o perfil dos pais que costumam abandonar os filhos normalmente se enquadra em usuários drogas, por problemas financeiros ou ainda quando o filho nasce com alguma patologia, como é o caso, por exemplo, da esquizofrenia. Mas, há também mães que acabam abandonando os filhos nos primeiros dias de vida do bebê, quando é diagnosticada a depressão pós-parto. Neste caso, as mães não consegue demonstrar o sentimento de amor aos filhos, e com isso, decidem doar o abandonar em locais públicos. 

Mas, o problema vai muito além do abandono na vida de uma criança. Partindo do ponto de que a esperança de vida dos brasileiros aumentou na última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a média de vida esta nos 75,5 anos. 

“Então essa criança é comprovado que ela terá um transtorno na personalidade. Ninguém dá o que nunca recebeu. Como vai dar amor se nunca recebeu e não sabe que sentimento maravilhoso é este. Sem contar, que na vida adulta jamais vai conseguir criar vínculos afetivos, pois o medo fala mais alto e a vida ligada ao crime permanece na frente”, avaliou a terapeuta. 

Fora esses problemas, há também aqueles psicológicos, como a depressão, síndrome do pânico e a ansiedade. “É em casa que devemos amar, respeitar, ser honesto, pedir perdão, com licença, por favor, errei, aprender a comer de tudo, ter higiene pessoal e a ser organizado como entre outros tantos afazeres da vida. Isso é a base de qualquer ser humano. Está nos primeiros princípios e quando a pessoa não recebe nada disso ela se torna carente, mulheres que decidem se casar com homens mais velhos, porque não houve a presença de um líder masculino, homens que não respeitam as mulheres e ainda as tratam com dignidade e ainda aquelas que se decidem se relacionar com uma mulher porque não teve o contato feminino com a mãe”, afirmou. 

Conforme a terapeuta, desses totais de casos de abandono e maus tratos, poucas são as crianças e adolescentes que conseguem se sobressair na vida. Já aqueles que conseguem desenvolvem as patologias e precisam de um acompanhamento profissional. 

No entanto, às vezes a pessoa é tão fechada e vive os medos, angústias e o sentimento trancado de si, que nunca busca a ajuda ou até mesmo não conversa com um amigo para desabafar e o outro perceber que existe um problema ali. 

“Sempre a fadiga e os obstáculos. E, para saber que algo está errado essas pessoas todas apresentam esses sintomas. A síndrome do pânico, por exemplo, pode se apresentar de várias formas, mas neste caso de abandono e maus tratos, o sintoma que mais vai permear é aquilo que traz a lembrança do trauma sofrido na infância”, relatou. 

ORIENTAÇÕES - Já para os pais que lutam para cuidar do filho dar alimentação, vestimenta e educação a terapeuta também apresentou algumas orientações, pois em Mato Grosso, muitos consultórios estão lotados para fazer a terapia em família porque os membros passam por conflitos, desarmonia e ainda a criança é muito assustada. 

“Os pais devem sempre reparar o comportamento dos seus filhos. Muitos acreditam que basta trazer a comida e todas as obrigações que está tudo certo. Mas, nada disso vale para uma criança que ainda não tem discernimento das coisas. O que mais vale na verdade é o momento que os líderes tiram para brincar com os filhos e melhorar o vínculo familiar”, finalizou.

 Diario de Cuiabá
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