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Nova Bandeirantes MT: "É provável que tenha acontecido por conta de operação"
 
O delegado Vinicius Nazário, de Nova Bandeirantes (980 km de Cuiabá), admitiu que o incêndio criminoso que atingiu a Prefeitura da cidade pode ter sido uma tentativa de destruição de documentos que poderiam comprovar fraudes na atual gestão.

O caso ocorreu na madrugada de segunda-feira (3). Dois homens armados renderam o vigia e atearam fogo no prédio. Ninguém foi preso. 

O incêndio aconteceu dez dias após a deflagração da operação “Loki”, da Delegacia Fazendária (Defaz). 

A ação investiga o desvio de recursos públicos por meio de serviços contratados mas não prestados ao Município. Entre os suspeitos, estão prestadores de serviço, funcionários públicos municipais e o atual prefeito Valdir Pereira dos Santos (PSB), conhecido como "Rio Branco". No dia da operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na Prefeitura e seis condução coercitivas.  
 
“Nós estamos apurando algumas informações que foram colhidas no dia do fato que apontam várias pessoas que podem ser interessadas no incêndio da Prefeitura para desaparecimento de documentos. Mas há outras linhas de investigação também. Então assim, a princípio a gente tem mais de um suspeito. Mas é bem provável que tudo tenha acontecido em razão da operação da Defaz”, afirmou o delegado, em entrevista ao MidiaNews.

Conforme Vinicius Nazário, as outras duas linhas de investigação são: retaliação de ex-funcionários demitidos pelo prefeito e inimigos políticos de Rio Branco, interessados em prejudicar sua administração.

Onze pessoas já foram ouvidas pelo delegado em relação ao incêndio. Entre elas, o próprio prefeito.

Vinicius Nazário preferiu, porém, não dar detalhes dos depoimentos. 

“A investigação está em fase preliminar. Vamos trabalhar com as informações que nós temos e levantar mais elementos para identificar os suspeitos e requerer prisões”, afirmou.

O incêndio

Segundo a PM, o vigia contou que os criminosos arrombaram a porta de entrada, apontaram uma arma para sua cabeça e o mandaram ficar deitado no chão.

Ainda conforme a Polícia Militar, o vigia informou que os criminosos lhe disseram que estavam ali para "fazer um servicinho".

De acordo com a PM, o fogo consumiu toda a parte documental da administração, recursos humanos, contabilidade, licitação, tributos e compras. Os criminosos fugiram sem levar nada. 

Como o Município não tem Corpo de Bombeiros, o incêndio foi controlado por caminhões-pipa da própria Prefeitura.

A Polícia Militar fez buscas na região, mas ninguém foi preso.

Fonte: MÍDIA NEWS/ THAIZA ASSUNÇÃO

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