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defensivosCinco homens foram presos em poder de uma carga de defensivos agrícolas, subtraída de São Paulo, avaliada em R$ 200 mil. A apreensão ocorreu na madrugada desta terça (3), em Nova Mutum (264 km ao Norte), e foi feita pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Lindomar Lara da Silva, 32, Josué Miranda do Carmo, 41, Otávio Cabral dos Santos, 28, Marcos Antonio dos Santos, 29, e Sebastião Marcos da Silva, foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa e transporte irregular de defensivos agrícolas.
Marcos Antônio dos Santos também estava com mandado de prisão preventiva, em aberto, pelo crime de tráfico de drogas, que devidamente cumprido pela Polícia Civil. Em se comprovado a adulteração de um dos produtos apreendidos, os cinco envolvidos serão indiciados também por falsificação de defensivo agrícola.
Inicialmente, o GCCO descobriu que Lindomar estava interessado em vender uma grande carga de produtos agrícola, o que chamou atenção dos investigadores por se tratar de pessoa física. No decorrer das investigações, foi apurado que Lindomar estava intermediando a carga, que viria possivelmente de São Paulo.
Diante das suspeitas, foi combinada com o negociador a entrega dos produtos - 660 litros de Fox e 150 quilos de Benzoato (produto proibido no Brasil e contrabandeado do Paraguai) - em troca de uma caminhonete e a quantia de R$ 150 mil em dinheiro.
Claudemir de Oliveira
presosagrotoxicos
Polícia Civil prendeu 5 pessoas durante ação em Nova Mutum
Em seguida, foi marcada a “transação”, num posto em Nova Mutum, ocasião que os cinco foram surpreendidos pelos investigadores, coordenados pelo delegado de Luiz Henrique Damasceno e, com apoio da equipe da Delegacia Regional.
No momento da abordagem, os policiais encontraram indícios de falsificação do fungicida denominado Fox, que será submetido à perícia. Os presos foram conduzidos à delegacia, interrogados e autuados em flagrante delito. As diligências continuam para levantar a origem da carga apreendida. A suspeita é de que tenha sido roubada ou furtada em São Paulo.
A Polícia Civil alerta os agricultores na hora de comprar defensivos, uma vez que existe todo regramento específico para aquisição desse tipo de produto. Quem arrisca fazer a aquisição por meio de pessoa física, que aparece na porta de fazendas oferecendo produtos por preços abaixo do mercado, na verdade está se arriscando duas vezes, explica o delegado do GCCO, Diogo Santana Souza.
Pondera que o primeiro risco é do agricultor comprar defensivo agrícola falso e, uma vez aplicado na plantação, como o produto tem o princípio ativo, não vai gerar efeito nenhum, causando prejuízo financeiro muito grande. O segundo é de comprar produto roubado ou furtado e uma vez surpreendido em poder do produto, será preso em flagrante pelo crime de receptação.

PJC
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