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Foto: Reprodução
Na próxima segunda-feira (27 de novembro), o juiz Ricardo Frazon Menegucci iniciará a audiência de instrução e julgamento de quatro pessoas acusadas de participarem da chacina de 9 trabalhadores rurais na Gleba Taquaruçu do Norte, zona rural de Colniza (1.065 km a noroeste). Durante a audiência, que será realizada no Tribunal do Júri do Fórum de Colniza, serão ouvidas as testemunhas, os peritos prestarão esclarecimentos que se fizerem necessários e ao final os réus serão interrogados.
Em primeiro lugar será ouvido o rol de testemunhas que conta com 11 pessoas. Woshigton Kester Vieira, Ricardo Sanches, Robenilson Ferreira Barros, Hélio Alves Cardoso, Osmar Antunes, Darlan Silva de Oliveira, Marduqueu dos Santos Mateus, Elias Patrício Pereira, Elianei Gomes da Rocha, Heliovan Gomes da Rocha, Jacir Antunes.
O juiz responsável acredita que nessa primeira audiência seja possível ouvir dois réus, sendo Pedro Ramos Nogueira presente na audiência e Paulo Neves Nogueira por carta precatória. Os demais: Moisés Ferreira de Souza (residente no estado de Rondônia), Ronaldo Dalmoneck e Valdelir João de Souza ambos ainda não foram encontrados. Segundo o magistrado, o julgamento deverá correr tranquilamente e “a expectativa é de que as partes atuem com lealdade e contribuam para o melhor esclarecimento dos fatos. Apesar do clima na cidade - sobre esse assunto em especial - esteja tenso”, disse.
Defesa dos réus
Os advogados de Pedro Ramos Nogueira são Edilson Stutz, Weliton De Almeida Santos e Thiago da Silva Viana; os defensores de Paulo Neves Nogueira são Roberto Harlei Nobre de Souza, Fábio Villela Lima e Marcos Antonio Faria Vilela de Carvalho; o advogado de Moises Ferreira de Souza é Jorge Muniz Barreto; e a defesa de Valdelir João de Souza é formada por Léo Antônio Fachin e Allan Monte De Albuquerque.
O Caso
De acordo com a acusação do Ministério Público do Estado (MPE), em abril deste ano, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés - a mando de Valdeli - teriam seguido um trajeto pré-estabelecido empossados com armas de fogo e armas brancas e assassinaram as nove vítimas. Segundo o MPE, os criminosos percorreram aproximadamente 10 km ao longo da estrada conhecida como ‘Linha 15’, assassinando, com requintes de crueldade, aqueles que encontraram pelo caminho, sem dar chance de fuga ou defesa.
As vítimas da chacina foram Fábio Rodrigues dos Santos, Valmir Rangel do Nascimento, Aldo Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Izaul Brito dos Santos, Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Samuel Antônio da Cunha e Ezequias Santos de Oliveira.
Mais informações
A coordenadoria de Comunicação do TJMT - em parceria com os servidores do Fórum de Colniza – atenderá as pessoas e jornalistas interessados no caso. O processo pode ser acessado por qualquer cidadão no site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) usando o código 78767 ou a numeração única 1629-12.2017.811.0105 – pela busca processual. O réu Ronaldo Dalmoneck teve seu processo desmembrado dos demais. A separação levou em conta o que dita o Artigo 80 do CPP e pode ser conferido sob o código 83957 ou a numeração única 4568-62.2017.811.0105.
O fórum conta atualmente com um magistrado e 26 servidores no todo. Na comarca tramitam cerca de 10 mil processos (físicos e Processo Judiciais Eletrônicos-PJe). A cidade possui aproximadamente 34 mil habitantes, entre zona urbana e rural.
A viagem para o município partindo de Cuiabá leva em média dois dias. O trajeto de 1.065 km possui um trecho de 350 km em estradas não pavimentadas. As empresas de transporte rodoviário Tut e Colniza Tur cobram em média R$ 300,00 pela passagem partindo da capital mato-grossense. O município conta com um aeroporto de pequeno porte que recebe apenas aeronaves de voos não comerciais.


Fonte: JNMT/Assessoria
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