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A obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em construção no Rio Teles Pires, na divisa dos estados do Mato Grosso e do Pará, a usina de São Manoel, ainda passa por forte tensão, Índios da etnia munduruku cobram a demarcação e homologação da Terra Indígena Sawré Muyubu. Os estudos de identificação e delimitação da área de 178 mil hectares (cada hectare corresponde a, aproximadamente, as medidas de um campo de futebol oficial) foram aprovados e publicados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em abri do ano passado, nove anos após o início do processo de demarcação. Está localizada nos municípios de Itaituba e Trairão, no Pará.
Além de outras reivindicações, os mundurukus exigem que a aprovação de qualquer obra em território indígena ou em área que cause impacto aos povos indígenas sejam submetidos à consulta e aprovação prévia das comunidades tradicionais, conforme estabelece a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. E, como reparação pelo impacto causado pelas obras, pede que seja criado um fundo ao qual as empresas destinem recursos para a construção de uma universidade indígena na região; para a proteção dos locais sagrados e para a preservação da cultura munduruku.
Em julho a etnia ocuparam o canteiro de obras prometendo não deixar o local até que o governo e o consórcio atendessem suas reivindicações. A mobilização durou 4 dias de ocupação as obras permaneceram paradas. A etnia encerrou, após reunião realizada entre os indígenas, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o Ministério Público Federal (MPF) e os representantes das empresas responsáveis pelas Usinas Hidrelétricas de São Manoel e Teles Pires.
No início de outubro os indígenas ameaçaram invadir o canteiro de obras da São Manuel novamente, eles reclamam de impactos da obra ao rio Teles Pires. Uma equipe da Força Nacional Brasileira foi enviada para evitar a invasão de indígenas, o contingente foi enviado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em atendimento a solicitação do Ministério de Minas e Energia (MME). O aval ao uso das tropas foi divulgado pela no Diário Oficial da União, o Ministério da Justiça explica que o emprego da Força Nacional foi requerido pelo Ministério de Minas e Energia “no intuito de prevenir quaisquer ocorrências que possam por em risco a segurança dos envolvidos, a ordem pública ou a continuidade das obras”. 
A usina de São Manoel, orçada em cerca de R$ 3 bilhões, terá 700 megawatts em capacidade. As obras estão em fase final, com expectativa das empresas de iniciar a geração de energia no primeiro trimestre de 2018.
É certo que a usina vai representar um boom de desenvolvimento em Paranaíta e todo o Nortão de Mato Grosso, além do Sul do Pará.
 Jose Lucio Junqueira/Nativa News
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