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José Marilson chegou a preso, mas foi solto após colaborar com as investigações que seguem em "banho maria"

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O empresário que desenvolveu o “Sentinela”, sistema de telecomunicações utilizado para interceptações telefônicas clandestinas promovidas pela PM, teria oferecido programa semelhante para terceiros. A informação consta do inquérito da Policia Judiciária Civil que solicitou as prisões preventivas deflagradas na "Operação Esdras" em setembro.
O documento é assinado pela delegada Ana Cristina Feldner. “Cabe ressaltar aqui a importância na trama do então sócio-proprietário da empresa Simples IP à época dos fatos, chamado Marilson, o qual não somente trabalhou no desenvolvimento do software, implantando-o de forma ilegal dentro da estrutura da Polícia Militar, quanto ainda teria feito tentativa de oferecer programa semelhante a terceiros”, diz trecho do inquérito.
De acordo com a delegada Ana Cristina Feldner, as informações sobre a possível tentativa de venda do sistema similar ao ‘Sentinela’ teriam sido apuradas no inquérito policial militar (IPM), da Polícia Militar de Mato Grosso, que tomou depoimento do próprio empresário, José Marilson da Silva. A diligência investiga a atuação de agentes da corporação na quebra ilegal dos sigilos telefônicos.
O cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa Júnior, considerado como uma das peças centrais no esquema de interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso, disse em depoimento à PC no dia 16 de outubro que o ex-chefe da Casa Militar e coronel da PM, Evandro Lesco, fez um depósito de R$ 30 mil para o empresário José Marilson para aquisição dos equipamentos do sistema de grampos ilegais. Gerson Corrêa Júnior afirmou ainda que Marilson vendeu a chipeira e a o computador utilizado no equipamento pela suposta organização criminosa.
O cabo PM admitiu também que “destruiu” o hard disk (hd) onde eram armazenados os conteúdos das conversas gravadas ilegalmente. Em seu depoimento, o cabo e os delegados da PJC, Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta, realizaram algumas diligências no âmbito do inquérito policial, dirigindo-se até o empresário, que entregou o chamado “hack do Sentinela”.
As investigações das interceptações, devem, agora, aguardar os próximos despachos do ministro do Superior Tribunal Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques, que no dia 11 de outubro de 2017 avocou para si os autos dos inquéritos que investigavam os grampos que tramitavam na Justiça Estadual. Ou seja, Campbell retirou toda investigação das mãos do desembargador Orlando Perri.
Aliás, José Marilson chegou a ser preso por participação no esquema. No entanto, ele foi solto por determinação do desembargador de Mato Grosso.
Já os demais presos na "Operação Esdras" foram soltos por decisão do STJ. Hoje, estão presos somente o coronel reformado Zaqueu Barbosa e o cabo da Polícia Militar, Gerson Correa Júnior.
O caso dos grampos ilegais tornaram-se públicos após a veiculação de duas reportagens no Fantástico, da Rede Globo – em maio e julho de 2017. Jornalistas, médicos, advogados, políticos e até uma ex-amante do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, sofreram interceptações telefônicas clandestinas que teriam sido feitas por policiais militares.
O caso é conhecido como “barriga de aluguel”, onde pessoas que não são investigadas ou denunciadas sofrem os grampos, em tese, por interesses pessoais, ao lado dos verdadeiros suspeitos de processos na Justiça ou investigações das forças de segurança.

Fonte:DIEGO FREDERICI /FOLHA MAx
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