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A temporada de colheita do pequi já começou no município de Ribeirão Cascalheira. Esse ano a expectativa é comercializar 950 toneladas do fruto até o dia 15 de dezembro. O técnico agropecuário da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Carlos Alberto Quintino, fala que os produtores estão vendendo em torno de 30 toneladas de pequi por dia. E no dia 2 de dezembro será realizada a Festa do Pequi para mostrar a gastronomia e a tradição do fruto no município.

Quintino explica que os compradores alugam barracões na cidade e compram diariamente a produção dos produtores rurais. No início da temporada de venda os preços chegaram a custar R$ 30 a caixa com 22 quilos e hoje estão sendo vendidos por R$ 20 a caixa. Os compradores estão encaminhando a produção com destino para Cuiabá, Rondonópolis e o Estado de Goiás. “Mesmo com a falta de chuva no período da floração do pequi (junho), na colheita que começou em outubro o fruto saiu vigoroso e pronto para ser consumido”, destaca.

Conforme o técnico agropecuário, uma árvore de pequi produz dois mil frutos por colheita e o pé de pequi tem uma produção variável a cada ano, cuja primeira florada ocorre entre o quinto e sexto ano. Sua produção aumenta de acordo com o crescimento da planta. Conforme decreto governamental, o pequi é considerado uma das árvores símbolos de Mato Grosso, representando o bioma cerrado.

A área plantada no município chega a 300 hectares de pequi, sendo 150 hectares com cultivo nativo e 150 hectares plantados. Atuam no plantio 90 produtores rurais, sendo que alguns estão cultivando novas mudas para ser utilizadas também no reflorestamento de áreas degradadas e reforma de pastagem.

O cultivo do pequi é economicamente viável para os produtores do município e símbolo da culinária regional. O fruto é motivo de fartura e comemoração com festa que será realizada no assentamento rural Primorosa. Durante o evento serão apresentados pratos típicos com pequi, palestras sobre o cultivo e premiação do maior pequi da região. No ano passado um fruto chegou a pesar três quilos. “O objetivo da festa é o entretenimento, estímulo à cultura e a preservação do pequi”, esclarece.

A extensionista da Empaer Glaci Ducat tem ministrado curso sobre como transformar o fruto do cerrado em farinha, doce, conserva da polpa e caroço. Produtores rurais receberam orientações para comercializar o produto in natura e industrializado. Com a aprovação da Lei de Serviço de Inspeção Municipal (SIM) será permitido o beneficiamento do produto, através da indústria artesanal.

Fonte:Rosana Persona (Empaer - MT) 
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