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O contador Mario Edmundo Costa Marques Filho afirmou à Polícia Civil que o cabo Gerson Corrêa, réu confesso do esquema de interceptações clandestinas no Estado, sabia detalhes da vida sexual de pelo menos três políticos mato-grossenses, por meio de informações obtidas nos “grampos”.
A revelação foi feita em depoimento ao delegado Flávio Stringueta, em 23 de junho deste ano, obtido pelo MidiaNews. Gerson Corrêa está preso desde maio deste ano, acusado de ser um dos principais protagonistas do esquema, viabilizado pela prática da “barriga de aluguel”, quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.
Na oitiva, o contador Mario Filho disse que é amigo de infância do cabo Gerson e que a amizade deles sempre foi “muito forte, inclusive viajavam juntos a passeio, sendo que suas mulheres iam junto e se conheciam bem”. 
“Eu tenho conhecimento que o cabo Gerson mexia com interceptações telefônicas em seu serviço. Mesmo sendo uma pessoa discreta, o cabo Gerson em alguns momentos comentava coisas das interceptações comigo”. De acordo com o contador, o militar comentou sobre a vida íntima de pelo menos três políticos, sendo que um deles já não exerce mais cargo eletivo. Mario Filho disse que o cabo contou a ele que um desses políticos era “viado”. Outra autoridade foi citada como sendo “biscate” e que “dava para todo mundo”, “querendo dizer que tinha uma vida sexual promíscua”.
 O terceiro político mencionado pelo cabo, segundo o contador, foi classificado como “corno e viado”.
“Com isso, o cabo Gerson deu a entender a mim que tinha conhecimento dessas coisas por meio de sua atividade profissional”.
Na oitiva, Mário Filho disse que o militar também falou mal de magistrados que atuam em Mato Grosso. “Já ouvi o cabo Gerson dizer que o ministro Gilmar Mendes tinha muito gado aqui no Estado. O cabo Gerson também mencionou que os juízes aqui no Estado eram todos corruptos, não se recordando se ele especificou também isso em relação a promotores, advogados e desembargadores”.
Fonte:MidiaNews
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