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POR FOLHAMAX
A delação do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, confirma denúncias apresentadas pelo ex-governador Silval Barbosa, em sua colaboração premiada. Os dois tiveram acordos de colaboração premiada homologados pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, e apontam o recebimento de mensalinho por parte de alguns deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) na legislatura entre 2011 e 2014.
Segundo Nadaf, todos os parlamentares titulares e os suplentes em exercício, recebiam o mensalinho, no valor de R$ 50 mil. De acordo com o ex-secretário, apenas Ademir Brunetto (PT) e Zeca Viana (PDT) não recebiam os pagamentos ilícitos por serem de oposição.
Entre as revelações de Silval confirmadas por Nadaf está o caso do ex-deputado estadual Adalto de Freitas (SD), de Barra do Garças. Segundo o ex-secretário, o parlamentar “chegou a gravar uma reunião entre os deputados tratando do percentual desse mensalinho pago por Silval Barbosa a ser distribuído entre eles, ameaçando assim os deputados que se ele não concluísse o mandato como deputado titular, eis que era suplente, soltaria a gravação na imprensa”.
Nadaf também apontou que outros parlamentares, embora não recebessem mensalinho, recebiam propinas e desvios de dinheiro público de outras formas. Ele citou o deputado Mauro Savi (PSB), que tinha carta branca para nomear o presidente do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e assim se beneficiar dos ilícitos ocorridos na autarquia, bem como José Riva, Ondanir Bortolini "Nininho" (PSD) e Romoaldo Júnior (PMDB).
O ex-secretário também contou que pagou propina, a pedido de Silval Barbosa, para a ex-deputada estadual e atual prefeita de Juara, Luciane Bezerra. “Após essa determinação de Silval Barbosa o colaborador então passou a Luciane Bezerra o valor de R$ 700 mil de propinas e desvios de dinheiro público, mediante entrega de cheques e dinheiro, diretamente para a pessoa da ex-deputada que ia pessoalmente ao gabinete do colaborador na Casa Civil, inclusive entregando a ela cheques recebidos da empresa de Filinto Muller ou vinculada a sua pessoa, sabendo o colaborador que a dívida que Silval tinha com Luciane Bezerra era no valor aproximado de R$ 1 milhão”, afirmou.
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