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Para a Associação que reúne criadores de gado, proibir a venda fere a ordem econômica e configura interferência na liberdade de consumo

Pecuaristas do Estado de Mato Grosso se manifestaram contrários à aprovação em São Paulo de um projeto de lei que prevê a proibição da venda de carnes e derivados às segundas feiras. Para a Associação dos Criadores do Estado (Acrimat), é uma interferência direta à liberdade de consumo e escolha individual.
“A medida, se sancionada, fere também a ordem econômica de mercado, regida pelo direito de produção, compra e venda de produtos lícitos no país”, diz a entidade, em nota de “repúdio” à medida, divulgada nesta quinta-feira (28/12).
A proposta do deputado Feliciano Filho (PSC) passou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e aguarda sanção do governador do Estado, Geraldo Alckmin. Estabelece a chamada Segunda sem Carne, impedindo o consumo do produto em "restaurantes, lanchonetes, bares, escolas, refeitórios e estabelecimentos similares que exerçam suas atividades nos órgãos públicos do Estado de São Paulo".
Na justificativa, o deputado diz que o objetivo é chamar a atenção para os efeitos do consumo de carne sobre o meio ambiente e a biodiversidade, além de sua relação com a ocorrência de doenças do coração, câncer e diabetes. E associa a produção animal a danos ambientais.
“Não há dúvidas, pois, que a produção industrial de carnes - incluindo os suínos, caprinos, bubalinos e ovelinos – é uma das maiores fontes de poluição do meio ambiente, consome um enorme volume de recursos naturais e energéticos, além de gerar bilhões de toneladas de resíduos tóxicos sólidos, líquidos e gasosos”, afirma.
No seu comunicado, a Acrimat rebate dizendo que a carne bovina é um dos principais alimentos da dieta humana e com benefícios cientificamente comprovados. A entidade lembra ainda que é um dos principais produtos da economia brasileira, com movimentação de US$ 5,7 bilhões  neste ano.
“Amparado pelo direito à produção, ao consumo e liberdade individual, a Acrimat solicita o veto do Projeto de Lei pelo Poder Executivo do Estado de São Paulo”, diz o comunicado da entidade que representa os criadores de gado do Estado com o maior rebanho do país.

Fonte: Revista Globo Rural
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