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Um realinhamento de última hora das facções políticas do Vasco fez com que, pela primeira vez na história do clube, o Conselho Deliberativo elegesse um presidente diferente daquele escolhido antes pelo quadro social. Em votação que começou na noite de sexta e entrou pela madrugada deste sábado, na sede náutica da Lagoa, Alexandre Campello foi eleito com 154 votos para comandar o Vasco no triênio 2018-2019-2020. Julio Brant, cabeça da chapa que teve a preferência dos sócios em novembro, acabou recebendo apenas 88 votos entre os conselheiros e viu Campello, seu antigo vice, vencer a disputa pela presidência. O resultado foi comunicado às 0h43m de sábado.
Com Campello, foram eleitos Eloy Ferreira de Araújo como primeiro vice-presidente geral e Sônia Maria Andrade dos Santos, como segunda vice. No total, a eleição para presidente do clube contou com 242 votos de conselheiros. Na eleição de novembro, por sua vez, mais de 4.500 sócios haviam participado, incluindo os 475 votos da urna 7, que acabou anulada pela Justiça devido aos indícios de fraude.
Quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto para a eleição na Assembleia Geral, atrás de Eurico Miranda, Julio Brant e Fernando Horta, Campello se aliou a Brant a sete dias da votação de novembro, em uma costura para ser o vice-presidente do candidato apoiado por Edmundo. Com os votos somados e a posterior desistência de Horta, além da anulação da urna 7, Brant conseguiu derrotar Eurico Miranda.
A uma semana da eleição no Conselho Deliberativo, o médico ortopedista sinalizou que romperia com Julio Brant, alegando falta de participação nas decisões da futura nova gestão. Com o apoio do grupo político de Eurico Miranda, que optou por não se candidatar à presidência, Campello conseguiu larga vitória sobre Brant: 66 votos de diferença.
MANOBRA DENTRO DO ESTATUTO
O relançamento da candidatura de Campello, embora inusitado, teve amparo no Estatuto do Vasco. A norma do clube permite que qualquer pessoa inscrita na nominata de conselheiros das chapas — caso do médico ortopedista — se candidate à presidência na votação do Conselho.
Formado em 1985 na Faculdade de Medicina de Vassouras, Campello passou a integrar o quadro médico do Vasco no ano seguinte. Trabalhou no Cruz-maltino por mais de 20 anos, incluindo o período mais vitorioso da história do clube, de 1997 a 2000.
A vitória de Campello começou a se desenhar na votação para a presidência do Conselho Deliberativo, que antecedeu a escolha do presidente do clube. Roberto Monteiro, líder do grupo “Identidade Vasco” — uma das principais bases de apoio a Campello —, venceu com bastante folga a votação para presidir o Conselho. Monteiro recebeu 158 votos, contra 96 para Eduardo Rebuzzi, que era apoiado por Brant.
Na sequência, veio a votação para presidente do clube. Brant mal conseguia esconder seu abatimento conforme os votos eram depositados.
Fonte: O Globo
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