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fastado da Câmara Municipal de Colniza, o vereador Clínio Tomazzi (PSB), nega ter participado de esquema para fraudar contrato emergencial firmado com a Prefeitura para prestação de serviços de maquinário, no valor global de R$ 324 mil.
Reprodução
vereador por Colniza, Cl�nio Tomazi
Vereador Clínio Tomazzi (PSB) que está afastado da Câmara Municipal de Colniza é réu em ação proposta pelo MPE
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, o parlamentar também negou qualquer tipo de envolvimento na execução do prefeito da cidade, Esvandir Antônio Mendes, o Vando Colnizatur (PSB), em 15 de dezembro do ano passado. Clínio afirma que tinham divergências políticas, mas sustenta que ele e o prefeito eram amigos desde 1999, quando o gestor se mudou para o município.
Clínio se tornou réu em ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Estadual. Além dele, também são acusados Vera Lúcia Dias Tomazzi (esposa do vereador), o empresário Maycon Furlam Requena e as empresas Tomazi Terraplanagem Ltda-Me e Maycon F. Requena Peças ME.
De acordo com o político, ele já foi afastado da Câmara e irá instituir um advogado para se defender e tentar recorrer do afastamento. No entanto, ele ressalta que já havia solicitado o afastamento do Legislativo, quando soube da ação ofertada pelo MPE. “Recebo a decisão da Justiça com tranquilidade e seriedade. Ninguém mais do que eu quer que essa questão seja esclarecida”, afirma.
Segundo o MPE, durante as investigações foi constatado que a empresa de propriedade de Maycon venceu o pregão 23/2017 e subcontratou a prestação de serviços para a empresa Tomazy Terraplenagem, que tem em seu quadro societário a esposa do vereador, Vera Tomazi. A subcontratação da prestação do serviço foi efetivada sem previsão legal autorizativa.
Os contratos, conforme o MPE, eram realizados de forma que a empresa contratada retivesse o montante de 5% sobre o valor pago pela Prefeitura, ficando o restante com a empresa de propriedade de Vera. Tal fato, segundo a Justiça, demonstrou que o vereador era quem, de fato, prestava o serviço licitado para a Prefeitura.
Ameaça ao prefeito
O vereador nega ter ameaçado o prefeito por conta da demissão de parentes contratados pela prefeitura e a suspensão dos serviços que eram prestados por meio das máquinas da empresa Tomazi Terraplanagem.
Antes de ser vereador, o acusado diz que já tinha prestado serviços de limpeza ao município. Mas, assim que ganhou a eleição, conhecendo a lei que proibiria a contratação do Poder Público, não participou mais de licitações.
Ele explica que foi contratado pelo empresário Maycon Furlam Requena, que ganhou a licitação, mas não tinha alguns maquinários exigidos no edital. Quanto ao fim da prestação de serviços, Clínio afirma que não houve conflito. “Em agosto retirei meu maquinário, pois não era mais viável financeiramente. Atrasavam o pagamento à empresa Maycon F. Requena e, consequentemente, recebia atrasado, também”, declara.
Sobre a contratação de parentes, relata que seus filhos trabalhavam para a Prefeitura, mas, por conta da crise econômica e interferência do MPE, que alertou o gestor quanto aos gastos descontrolados, concordou com a decisão de Vando em demiti-los, assim como outros comissionados.
O vereador diz que em 2016 foi chamado pelo prefeito que iria se lançar candidato pelo PSB. Os dois foram eleitos e Vando tinha a pretensão de apoiar Clínio para a presidência da Câmara. No entanto, o vereador Sargento Rodolfo (PSDB) foi eleito e Clínio ficou como líder do prefeito no Legislativo.
No entanto, Clínio diz que durante a administração, a administração do prefeito foi contestada. Três denúncias foram oferecidas contra Vando. Em uma delas, o parlamentar foi presidente da CPI, em outra, foi relator.
O voto favorável à criação da CPI e a elaboração do relatório pelo afastamento do gestor, segundo Clínio, causou certo distanciamento político, uma vez que Vando ficou chateado com a atuação do então integrante da base. “Como vou me ater da realidade e, perante a sociedade e minha consciência, votar favorável a uma coisa que está errada? Tinha os desvios. Estavam comprovados. Eu votei para o afastamento dele [em uma das denúncias]. Isso gerou descontentamento, mas, não inimizade”, afirma.
Segundo o vereador, a sessão para votar o relatório elaborado por ele, em CPI aberta no âmbito de uma terceira denúncia contra o prefeito, estava marcada para 16 de dezembro, um dia após o assassinato.
Pombo-correio
Clínio ainda rebate a acusação de atuar como “pombo-correio” do presidente da Câmara, uma vez que costumava mandar recados para Vando. Em uma das mensagens enviadas, o ex-prefeito foi orientado a renunciar ao cargo: “é para você renunciar, que é melhor para você, que se você não renunciar, não vai ficar bom para o teu lado”.
“Não levei recado. Em uma conversa, ele me perguntou o que achava do presidente, que era oposição ao prefeito. Disse que ele tinha o jeito de agir dele, mas poderia ficar tranquilo. Falei que ele já havia falado que no caso do prefeito renunciaria ao cargo, pois se manter no poder seria insustentável, por conta das denúncias, que o manteriam afastado da administração”.
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