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“Estamos nessa propriedade desde 1953, quando meu avô chegou aqui em Castro. Desde então, a propriedade está ativa. Sempre primamos por usar as novas tecnologias e colhemos resultados com isso”, assinala produtor Ronald Rabber



 Giuliano De Luca/OP Rural

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 - “Propriedades rurais não mudam, o que muda é a tecnologia”. Com essa visão, a família Rabbers desafia o tempo e mantém há 64 anos cada vez mais moderna, produtiva e rentável a propriedade rural no município de Castro, nos Campos Gerais do Paraná. De 1953 a 2017, três gerações já comandaram as atividades da Fazenda Rhoelandt, dedicada a agricultura, suinocultura e especialmente à pecuária de leite. A bola da vez está com Ronald Rabbers, dono da frase acima e um entusiasta no uso de ferramentas capazes de desenvolver constantemente a atividade leiteira no Paraná. Ordenhas automatizadas de última geração, vacas genotipadas, transferência de embriões, leite adensado para as bezerras recém-nascidas, sistema free-stal de produção são algumas das técnicas empregadas para garantir o alto desempenho do rebanho.

“Estamos nessa propriedade desde 1953, quando meu avô chegou aqui em Castro. Desde então, a propriedade está ativa. Sempre primamos por usar as novas tecnologias e colhemos resultados com isso. Fomos, por exemplo, a primeira fazenda do Paraná a ter uma sala de ordenha automatizada, ainda em 1991”, cita Ronald. “Acredito muito em tecnologia”, reforça.

Apesar de se dedicar também a outras atividades, o leite é o principal produto da fazenda. “Nosso faturamento está dividido em 20% para suínos, 30% de agricultura e 50% da atividade leiteira”, aponta. De acordo com ele, entre 310 e 320 animais estão constantemente em lactação, que rendem cerca de 12 mil litros de leite por dia. “Nossa média aqui está em 38 litros/vaca/dia”, destaca. O rebanho total é de 800 animais da raça holandesa.

Vacas Genotipadas

“Nós temos uma particularidade que é a genotipagem de todos os animais. Na avaliação genômica levamos em consideração mais de 40 índices, de produtividade, características do animal, etc., mas priorizamos 18 índices para coletar os embriões. O terço melhor de nossas vacas é doadora de embriões. O terço mediano recebe a inseminação artificial e o terço inferior é das receptoras de embriões. Usamos a fertilização in vitro (FIV) e a transferência de embriões (TE) para esses animais”, aponta o produtor.

De acordo com ele, esse tipo de técnica ajuda a criar animais não apenas mais produtivos. “Escolhemos as melhores características. Temos animais mais produtivos, mas também podemos selecionar uma genética menos suscetível à mastite, ou para ter mais prenhez, ou ainda para ter uma vida produtiva maior, por exemplo”, aponta. “Isso ajuda a acelerar a evolução genética. Implantamos a genotipagem há três anos e isso foi um divisor de águas para nós”, amplia o produtor paranaense.

Em sua visão, a confiabilidade do sistema é alta e esse modelo será o futuro para as propriedades leiteiras. “Temos uma confiança de 78%. Isso quer dizer que há 78% de chance de as características serem repassadas para o outro animal. A genotipagem pode custar um pouco caro, entre R$ 170 e R$ 180 por animal, mas é um processo que não tem mais volta. O produtor de leite vai ter que aderir”, aposta. A fazenda ainda comercializa embriões para outros produtores. “Já vendemos dez mil embriões”, pontua.

Fim da Monensina

A aposta, agora, é a redução no uso de antibióticos na produção. Praticamente uma unanimidade entre produtores de leite, a monensina, substância usada como aditivo alimentar foi banida da propriedade do paranaense. Rabbers explica que está indo ao encontro do que o mercado está pedindo. “O consumidor quer o fim do uso dos antibióticos na produção”, aborda.

Para substituir a monensina, Rabbers na tecnologia dos novos aditivos. “Outro divisor de águas foi quando utilizamos um óleo funcional para substituir a monensina. É um óleo de uma indústria que é a primeira do Brasil a conseguir o registro para vender esse óleo funcional dos Estados Unidos”, destaca. Ele conta que o desempenho dos bovinos até melhorou após a troca. “Depois da retirada da monensina e substituição por óleo funcional tivemos um incremento de 0,2% de gordura (no leite) e 0,2% de proteína. Tenho um vizinho que conseguiu ainda mais; 0,70% de incremento de gordura”, frisa.

Forma de Produção

Na fazenda são vários galpões que abrigam as vacas no sistema free stall. A limpeza chama atenção. Aos 12 meses, as bezerras são inseminadas pela primeira vez. Antes do parto, são alojadas em local exclusivo, com espaço e conforto ambiental impecáveis. Os animais nascidos vão para o bezerreiro, onde Rabbers dedica atenção especial. “Tudo começa aqui. Se eu não tratar bem o animal nesse período inicial, terei reflexos negativos em toda sua vida produtiva. Ele fica aqui por 85 dias, tomando leite adensado”, comenta. “O leite adensado faz parecer que os oito litros que ele bebeu são 12 litros”, explica.

Boa parte da nutrição vem da própria fazenda, aponta o produtor rural. “Temos um rigoroso controle de nossa nutrição. Toda a forrageira que usamos vem da propriedade”, comenta. A fazenda tem 110 hectares agricultáveis.

Mudanças

Ronald Rabbers, que já presidiu a Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e foi um dos idealizadores do Agroleite, maior evento do Estado sobre o assunto, entende que as mudanças fazem parte do “processo contínuo de desenvolvimento das propriedades”. “Propriedades não mudam, o que muda é a tecnologia. E temos que usá-la”, assinala o produtor.

Mais informações você encontra na edição do Anuário do Agronegócio Paranaense de janeiro/fevereiro de 2018.

Fonte: O Presente Rural
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