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O ex-governador e atual secretário da prefeita de Várzea Grande, Jaime Campos (DEM) acompanha a cavalheiro o desenrolar da cena política. Tanto pode disputar o governo quanto uma cadeira no senado da República.
O combustível da política é a saliva, como diria o saudoso Ulisses Guimarães. A política esta presente e interfere na vida de todos a todo instante. Mas é nos períodos eleitorais que esta ciência do mal e do bem ganha as ruas, ocupa as mesas de bar e avança de barracos à luxuosas mansões.
Os ricos veem na política a possibilidade de aumentar suas riquezas. Os pobres esperam da política uma cesta básica, uma creche, uma escola perto de casa, um posto de saúde que funcione e, se não for sonhar demais, um pouco de segurança pública.
Ainda faltam alguns meses para o deflagrar da campanha eleitoral propriamente dita. Até lá, somente os acordo e amarras de bastidores chegam ao conhecimento do eleitor.
Aqui, na terra dos bandeirantes sorocabanos, Miguel Sutil, Pascoal Moreira Cabral e outros que trocaram a escravização de índios pelo ouro, é tempo de arranjo, de construção de alianças e do estabelecimento de conchavos e acordos. É nesta fase que os pretensos candidatos ao cargo de chefe do executivo esquartejam, repartem e leiloam a máquina governamental.
A movimentação de partidos e de candidatos já é intensa. A briga é por cargos e por nacos do poder. O deputado federal, Wellington Fagundes (PR), que pretendia concorrer ao governado do estado, já é carta fora do baralho da sucessão. Agora, sonha com um ministério no governo do presidente Michel Temer.
O barco do conselheiro Antonio Joaquim também fez água e foi à deriva empurrado pela delação de Silval Barbosa. O ex-vereador Lúdio Cabral está morto e enterrado. A oposição ao governo Taques bate cabeça, sem rumo, sem lenço e sem documento.
O grupo político responsável pela eleição de Taques e de sustentação ao seu governo deve continuar no comando do estado, resta saber quem vai encabeçar a chapa majoritária.
Na bolsa de apostas, o nome do vice-governador Carlos Favaro (PSD) está em alta cotação. Carlão, como é tratado em círculos íntimos, parece ser a bola da vez.
O ministro da agricultura, Blairo Maggi, é pura desanimação e desencanto. Sem empolgação, alvejado pelas delações de Silval Barbosa, JBS e Odebrecht, e apontado pela Procuradoria-Geral da República como chefe do crime organizado em Mato Grosso, o ex-governador deve tentar mais um mandato no senado da República.
O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, afirma que não tem compromisso com a reeleição de Taques, mas não diz que pretende disputar o governo. Mendes deve mais de R$ 100 milhões na praça e é alvo de investigação da operação Ararath.
Já o governador Pedro Taques enfrenta problemas internos no ninho tucano, não consegue aplacar a fúria dos servidores públicos e sua base na Assembleia Legislativa já deu sinais de insatisfação. Os prefeitos estão descontentes com o governo, os demais poderes do estado e órgãos independentes estão à beira de um colapso nervoso devido ao atraso nos repasses constitucionais. Os hospitais filantrópicos protestam e a população denuncia o caos na saúde pública.
Nesse cenário de nebulosidade, Taques patina, fala sozinho, percebe o distanciamento de aliados de outrora e se apresenta tão perdido e indeciso tal qual um alambicado em ponto de ônibus. Enquanto isso, Carlos Fávaro recebe apoio e   estimulo de expressivas lideranças políticas e empresariais do campo e da cidade para se candidatar ao governo do estado – é o nome preferido da maioria dos prefeitos e vereadores.
E Jaime Campos? Bem, o cacique do DEM continua à espera de um cavalo mansinho e encilhado capaz de conduzi-lo sem custo ao senado ou ao Paiaguás. O problema é que o raio da benemerência não cai duas vezes na mesma cabeça. 2006 foi o ano da graça e da eleição de graça para Jaime. 2018 é outra história e o quadro político se revela um tanto quanto mais acirrado. Será que o eterno pão duro de Várzea Grande vai coçar a algibeira e se lançar ao governo do estado?
Fonte: Edesio Adorno /A Bronca Popular.
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