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Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto
MAPA rebate crítica à retirada de taxação sobre etanol dos EUA e garante diálogo com setor
Criticado pela possível retirada de taxas sobre o etanol americano, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, esclareceu que só admite a revisão da alíquota de 20% sobre o combustível importado se estudos, já encomendados, demonstrarem que a medida não se justifica. Na terça-feira (16), a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), classificou a movimentação liderada por ele como “descabida”.


A entidade apontou que a ação seria uma visível "manobra" usando o setor como moeda de troca para tentar negociar com o governo estadunidense o fim da suspensão de importações de carne do Brasil, iniciada desde o ano passado após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

"É flagrante essa intenção de prejudicar o etanol do Brasil para talvez conseguir restabelecer a entrada da carne brasileira nos EUA", diz o presidente da Federação, Alexandre Andrade Lima. As críticas se estenderam ao antagonismo do governo americano que é contra tal taxação, enquanto, por outro lado, não retira a taxação do açúcar para entrar no seu mercado interno.

Em entrevista recente, Maggi destacou que durante negociações os países asseguram benefícios uns outros. Assim, embora queda na cobrança não tenha ligação direta com a retomada das exportações brasileiras da carne, os assuntos acabam se correlacionando.

"Sempre que negociamos com algum país, pedimos alguma coisa em troca, esperamos ter alguma coisa em troca. A taxação do etanol foi em um momento muito difícil da indústria do etanol brasileiro. Mas os preços da gasolina no Brasil subiram muito nos últimos meses, pela forma como a Petrobrás está fazendo seu reajuste. Portanto, creio que aquela defasagem não seja tão importante hoje", disse. 

Por meio de nota enviada ao Agro Olhar nesta quinta-feira (18), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), reforçou que nenhuma decisão será tomada sem antes ser debatida exaustivamente com todo o setor e só depois encaminhada para deliberação junto à CAMEX, respeitando todos os tramites legais.

“Desde que assumiu a gestão do Ministério da Agricultura, o ministro Blairo Maggi tem demonstrado por suas ações ser um defensor intransigente do produtor. A taxação de 20% sobre o etanol importado dos Estados Unidos foi um exemplo de medida para atender o setor em um momento crítico para os produtores brasileiros”, diz trecho do texto encaminhado pela assessoria de imprensa. 

Fonte:Olhar Direto 
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