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O Ministério Público Estadual requereu nesta terça (23) o afastamento do vereador por Colniza, Clínio Tomazi. O pedido consta em ação civil pública por ato de improbidade administrativa proposta contra o parlamentar, a esposa, Vera Lúcia Dias Tomazi; o empresário Maycon Furlam Requena e as empresas Tomazi Terraplanagem Ltda-Me e Maycon F. Requena Peças ME.
Reprodução
vereador por Colniza, Clínio Tomazi
Vereador por Colniza, Clínio Tomazi, é acionado pelo MPE e pode ser afastado do cargo
O grupo é acusado de promover irregularidades em contrato emergencial firmado com a prefeitura para prestação de serviços de maquinário, no valor global de R$ 324 mil, violando os princípios da administração pública.
Segundo o Ministério Público, durante as investigações foi constatado que a empresa Maycon F. Requena Peças ME, de propriedade de Maycon Furlam Requena, venceu o pregão 23/2017 e subcontratou a prestação de serviços para a empresa Tomazy Terraplenagem Ltda ME, que tem em seu quadro societário a esposa do vereador, Vera Tomazi. A subcontratação da prestação do serviço foi efetivada sem previsão legal autorizativa.
Os contratos, conforme o MPE, eram realizados de forma que a empresa contratada retivesse o montante de 5% sobre o valor pago pela prefeitura, ficando o restante com a empresa de propriedade de Vera.
Crime
O MPE não descarta, inclusive, que o esquema possa ter alguma ligação com a morte do ex-prefeito Esvandir Antônio Mendes, o Vando Colnizatur (PSB). Conforme apurado até o momento, o gestor havia cortado privilégios e regalias de algumas pessoas. Entre os cortes efetuados estão a prestação do serviço de máquina, objeto da subcontratação, e a demissão de parentes de vereadores que exerciam funções em alguns órgãos públicos da cidade.
Na ação, o MPE também destaca a morte do ex-vereador Élpido da Silva Meira, assassinado em março do ano passado. Há indícios de que a vítima preparava denúncia à Promotoria de Justiça e à Câmara de Colniza sobre a prestação de serviços de horas-máquina à prefeitura, envolvendo o vereador Clínio e o requerido Maycon Requena.
A Promotoria de Justiça também obteve relatos no anonimato de que Clínio é conhecido como “pombo-correio” do presidente da Câmara, Sargento Rodolfo, uma vez que costumava mandar recados para Vando. Em uma das mensagens enviadas, o ex-prefeito foi orientado a renunciar ao cargo: “é para você renunciar, que é melhor para você, que se você não renunciar, não vai ficar bom para o teu lado”.
Afastamento
Para o Ministério Público, o afastamento do cargo do vereador Clínio é essencial para evitar a interferência dos interesses pessoais junto ao município, uma vez que o conteúdo probatório depende diretamente de informações a serem obtidas da repertição pública.
“A influência do vereador Clínio Tomazi na administração municipal é notória, tanto que em menos de um mês após a morte do ex-prefeito Vando, foi nomeado o seu filho Matheus Dias Tomazi, para exercer o cargo de coordenador de departamento, conforme Portaria n. 30/GP/2018, datado de 08 de janeiro de 2018”, diz a ação do MPE. (Com Assessoria)
Fonte: RD News
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