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Foto: Reprodução
Quarenta dias antes de ser assassinado, em dezembro de 2017, o prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes comunicou o Ministério Público do Estado que não iria efetivar a médica Yana Fois, apontada como a mandante da execução dele, porque ela não havia sido aprovada no concurso e nem renovaria o contrato de prestação de serviços com a Clínica Médica e Pediátrica Alvarenga Eireli – Epp, da qual ela era médica responsável.
De acordo com o MP, há indícios de que os fatos estejam relacionados. As informações constavam no documento de abertura de processo investigativo, assinado pelo procurador Willian Aguido Ogama, no dia (8) de janeiro.
O prefeito havia dito que daria preferência para médicos concursados, ao invés da clínica de Yana.
O Ministério Público também pontuou que Yana não alcançou nota necessária no concurso realizado pela Prefeitura para os cargos de médico geral e pediatra – conforme edital.
A recusa da renovação com os serviços prestados pela empresa consta em ofício, encaminhado pela Prefeitura à médica no dia (6) de novembro.
O documento foi obtido pelo RepórterMT, junto ao Diário Oficial Eletrônico dos Municípios.
Assessoria
Assassino prefeito
Quatro pessoas envolvidas no assassinato estão presas.
Todos os apontamentos feitos foram observados, e que o motivo da não homologação se justifica pela atual situação econômica que vive o município, e ainda pelo motivo de termos um concurso público com os médicos que atenderam esta municipalidade por um preço muito inferior ao preço que pagaríamos caso homologássemos e contratássemos a referida empresa”, consta no ofício.
A empresa da médica faturava, no período contratual de 12 meses, o montante de R$ 775.200,00, para prestação de serviços médicos, atendendo no hospital municipal André Maggi e no distrito Guariba no município de Colniza.
PJC
Prefeito morto
Prefeito foi perseguido e morto em Colniza.
Mandante do assassinato
A médica Yana Fois foi presa após depoimentos em que foi apontada como mentora da execução.
Envolvidos no assassinato revelaram que a médica conhecia os assassinos e mandou o marido os contratar no Estado de Goiás, além de ter dado todo suporte para a execução do crime em Mato Grosso.
Participaram do assassinato, além da médica, o marido dela Antônio Pereira Rodrigues Neto e os executores do crime Zenilton Xavier de Almeida e Welison Brito Silva.
O crime
No dia 15 de dezembro, o prefeito conduzia uma Toyota SW4 preta quando foi interceptado pelos criminosos, cerca de 7 quilômetros da entrada da cidade. O veículo foi ao encontro da caminhonete, momento que foram efetuados vários disparos contra o prefeito Esvandir que ainda conseguiu dirigir, mas morreu no perímetro urbano, na BR 174, esquina com a Rua 7 de Setembro. Outros dois disparos feriram o secretário Admilson Ferreira dos Santos, sendo um na perna esquerda e outro nas costas.
Raul Bradock RepórterMT
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