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Por conta dos casos silvestres registrados em São Paulo, Minas Gerais e Bahia, aumentou o número de pessoas que buscam as unidades básicas de saúde para vacinar contra a febre amarela, em Mato Grosso. As autoridades públicas ligadas à saúde alertam às pessoas sobre a importância da imunização, mas tranquilizam a população e afirmam que não há necessidade para pânico ou correria aos postos de saúde. Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde (Ses) informou que não há registro de casos da doença em humanos neste ou no ano passado. 
Contudo, em 2017 (até 20 de dezembro), material para exames laboratoriais de 37 macacos com suspeitas de febre amarela foi recolhido, em Cuiabá. Do total, dois deram positivos, cinco negativos, 17 ainda estão pendentes, nove considerados inviáveis para análise, um inconclusivo, um em animal vivo e dois com resultados a confirmar. Um dos casos foi registrado em agosto do ano passado, quando 17 cadáveres de macacos com suspeitas da doença foram encontrados na região sul da capital. 
“Quando foram encontrados esses animais realizamos uma ação de bloqueio na região, inclusive, próximo ao Cinturão Verde, vacinação ‘in loco’ e de casa em casa na área rural. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está bem organizada e trabalhando com as unidades, sendo que algumas já usuram como estratégia (por exemplo) sensibilizar a população da necessidade de vacinação”, informou Lidiane Siqueira, coordenadora de Programas Estratégicos da SMS. 
Lidiane Siqueira lembra, que à época, foi intensa a procura foi pela imunização. “Nesse período, conseguimos atender a população, sem fila, sem espera e sem tumulto. Hoje, o cenário continua dentro da normalidade. Nós, temos o número de vacina o suficiente para atender toda a população”, afiançou. 
Porém, com o surto da doença registrado no sudeste do país, a procura pela vacina novamente vem crescendo na capital. “Aumentou a preocupação da população e em algumas unidades cresceu a procura. Mas, a maioria não tem necessidade de ser vacinada, pois já foi imunizada”, frisou. A coordenadora reforça que somente com uma dose a pessoa está imunizada para toda a vida. 
Porém, ainda nesta semana, a sala de situação da SMS estará se reunindo para avaliar a necessidade de novas estratégias. “A orientação é que quem for viajar estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo que mantenham a situação vacinal em dia e o mesmo vale para quem ainda não se vacinou”, disse. 
É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão. Mato Grosso é uma área considerada estratégica para a controle e prevenção da doença por fazer parte da Amazônia. No Estado, a vacinação contra a doença é ofertada na rotina dos municípios mato-grossenses. 
Já em 76 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. O objetivo da medida anunciada há uma semana pelo Ministério da Saúde é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 19,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas na campanha, sendo 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias. 
A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. 

Fonte:Diário de Cuiabá
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